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Manaus,04/04/2026

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Ex-funcionária é suspeita de participar de esquema que desviou R$ 6 milhões de hospital no AM

Investigações em torno do caso duraram três meses.

G1/AM
Ex-funcionária é suspeita de participar de esquema que desviou R$ 6 milhões de hospital no AM Silvia Borges Nogueira foi presa em Manaus (Foto: Ive Rylo/G1 AM)
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A assistente administrativa Silvia Borges Nogueira, de 35 anos, ex-funcionária de um hospital particular, localizado na Zona Centro-Sul de Manaus, foi presa suspeita de envolvimento em um esquema que, segundo a polícia desviou, aproximadamente, R$ 6 milhões da unidade hospitalar. A mulher foi apresentada à imprensa nesta quarta-feira (4). Outras seis pessoas envolvidas no esquema são procuradas pela polícia.


De acordo com o delegado Rafael Guevara, titular do 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), a prisão de Silvia ocorreu na manhã de quinta-feira, dia 28 de setembro, por volta das 10h, na residência onde ela morava, no bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital, em cumprimento de mandado de prisão preventiva.


Suspeitos ostentavam com vida de luxo. Segundo a polícia, o bando gastou o dinheiro desviado em carros de luxo e apartamentos em áreas nobres da capital.


Nesta quarta-feira, a suspeita negou envolvimento no crime. O delegado informou que as investigações em torno do caso duraram três meses.


Em junho deste ano, quatro funcionários do hospital particular, incluindo Silvia, foram demitidos após um levantamento de dados sobre o desvio de dinheiro da unidade.


De acordo com a polícia, a mulher era assistente administrativa e recebia pagamentos em espécie ou em débito em conta de boletos bancários. Na prática criminosa, Silvia teria subtraído os valores recebidos dos pagamentos dos boletos em espécie e registrava no sistema como recebidos por meio de débito em conta.


“Alguns clientes que já tinha pagos seus boletos, quando foram passar por consultas médicas, os procedimentos foram impedidos porque constava que o boleto estava em aberto. Eles foram reclamar que tinham pago em dinheiro e lá foi observado que tinha dado baixa como pagamento em cartão de débito. Como os casos foram recorrentes e sempre o lançamento era feito pela funcionária Silvia, isso levantou suspeita e um levantamento mais profundo foi feito”, disse o delegado Rafael Guevara.


Há indício de que, sozinha, Silvia desviou a quantia de R$ 30 mil do hospital. Os outros três ex-funcionários do setor financeiro, atuavam no esquema criminoso criando empresas fantasmas que teoricamente prestavam serviços para o hospital. Os pagamentos a essas empresas fictícias eram depositados pelos três ex-funcionários nas contas dos outros três envolvidos no esquema, que não eram funcionários da unidade hospitalar.


“Eles desviaram de várias formas, seja recebendo dinheiro do clientes e não passando ao setor financeiro, seja dentro do setor financeiro, fazendo transferências fraudulentas”, disse o delegado Henrique Brasil, da Seccional Centro Sul.


A funcionária suspeita trabalhava na Central de Atendimento que fica na Avenida Constantino Nery. Silvia foi demitida por justa causa, mas antes de sair afirmou que havia mais pessoas envolvidas no esquema. Outros três suspeitos envolvidos, trabalhavam na sede que fica no Parque das Laranjeiras.


De acordo com a polícia, a empresa realizou uma espécie de auditoria. “Foi descoberto um esquema no setor financeiro. Esses funcionários lançavam no sistema empresas fantasmas, como fornecedores ou prestadores de serviço, e depois lançavam os dados destas pessoas jurídicas no sistema de pagamento. E o pagamento era autorizado por meio de Ted. Eram vários pagamentos. No total foram 47 pagamentos irregulares, somados os valores ao longo de mais de um ano, deu quase R$ 6 milhões”, afirmou o delegado.


A prisão preventiva foi decretada para os seis envolvidos. Contudo, eles fugiram no momento em que a polícia tentou cumprir o mandado de prisão. Apenas a funcionária Silvia foi presa. Durante a coletiva, ela se limitou a dizer que é inocente e que foi injustamente demitida. Ela disse também que não pegou dinheiro citado na investigação.


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