Caso Benício: Pais cobram conclusão de laudo do IML sobre morte de criança
Documento é a última etapa para finalização do inquérito, prorrogado por mais 45 dias.
Reprodução/Internet Os pais de Benício Xavier Freitas, de 6 anos — Joyce Xavier e Bruno Freitas — cobram a conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML) sobre a morte da criança, ocorrida em novembro de 2025. O documento é a última etapa para a finalização do inquérito policial.
A conclusão do inquérito foi prorrogada por mais 45 dias, a pedido da Polícia Civil, e deve subsidiar a análise e eventual denúncia por parte do Ministério Público.
Outras etapas, como a atuação das defesas, a solicitação de perícias particulares e a emissão de novos pareceres, também dependem da conclusão do laudo do IML.
Segundo o casal, informações não oficiais sobre o documento passaram a circular publicamente, o que, na avaliação deles, prejudica o direito à ampla defesa e a busca pela verdade. Eles também apontam suspeitas de tentativa de fraude processual, possível adulteração de vídeo apresentado como prova, além da divulgação de versões que descartariam falha técnica no sistema Tasy EMR — utilizado para prescrição de medicações no Hospital Santa Júlia — e da criação de informações com potencial de influenciar a opinião pública, fatores que, segundo afirmam, comprometem a condução do caso.
Para Joyce e Bruno, além de impedir o andamento do caso, a demora na emissão do exame tem prolongado o sofrimento da família.
“Estou aqui para implorar por justiça após quatro meses de espera pelo laudo do IML. Queremos que a Polícia Civil receba esse laudo para que possa oferecer a denúncia e os responsáveis sejam punidos. Não queremos vingança, mas sim que a justiça seja feita”, desabafou Joyce, mãe de Benício.



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