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Manaus,04/04/2026

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Polícia Civil investiga ferros-velhos na ‘Operação Desmanche’

Em Tempo
Polícia Civil investiga ferros-velhos na ‘Operação Desmanche’ Foto: Divulgação
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O funcionamento irregular e venda de peças de veículos roubados ou furtados, oriundos de desmanches em ferros-velhos da capital, são os principais alvos da operação Desmanche, que está sendo realizada por vários órgãos da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e prefeitura de Manaus.


A ação fiscaliza mais de 40 estabelecimentos que atuam na venda de sucatas. A operação iniciou na última segunda-feira (24) e não tem previsão para a finalização.


Para realizar as fiscalizações, a Secretaria Executiva Adjunta de Planejamento e Gestão Integrada (Seagi) implantou a Central Integrada de Fiscalização (CIF). Conforme a polícia, cerca de 1,2 mil veículos são roubados todos os dias no Amazonas e a maioria deles são desmontados e as peças comercializadas em ferros-velhos.


De acordo com o coronel Oliveira Filho, coordenador adjunto do Centro Integrado de Comando e Controle do Amazonas (CICC), todas as zonas da cidade serão fiscalizadas pela equipe que é composta por representantes das policias Militar, Civil, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) e do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).


“Nós conseguimos reunir representantes de vários órgãos da esfera estadual e municipal para realizar essa grande operação que pretende, principalmente, coibir atividades ilícitas. Nós fizemos um mapeamento de todas as seis zonas de Manaus e estamos indo, aleatoriamente, aos locais onde é comum a venda de peças usadas. Geralmente, é nesse lugar que pessoas envolvidas em desmanches aproveitam para comercializar os produtos roubados”, relatou em entrevista exclusiva ao jornal EM TEMPO.


O primeiro local visitado pela equipe foi um estabelecimento localizado no bairro Colônia Terra Nova, na Zona Norte. Ontem (25), a equipe esteve em outro ponto de venda de sucata, localizado próximo do igarapé do Passarinho. Nos dois pontos foram apreendidas diversas peças suspeitas de serem oriundas de roubos ou furtos.


Análise e investigação


Todo o material será analisado e a Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (Derfv) vai investigar os casos. Se confirmada a prática ilícita, os proprietários dos estabelecimentos podem responder criminalmente por receptação, adulteração de veículo automotor, furto e roubo.


Além das peças, um veículo com a numeração do chassi adulterado foi apreendido durante a operação. Após consulta no sistema, foi constatado que o objeto da apreensão era produto de roubo. O caso já está sendo
investigado pela Derfv.


O coronel Oliveira Filho informou que não há previsão para o fim da ação e as fiscalizações acontecerão sem aviso prévio, a qualquer hora do dia. Na ocasião, as equipes irão verificar o alvará de funcionamento, qual o tipo de comércio e que atividade está sendo realizada no local.


“A maioria dos locais alega que é comum esse tipo de comércio, mas que é ilegal perante a Justiça. Produtos considerados como sucata ou ferro-velho precisam ter comprovação de origem e, dessa forma, podem ser comercializados. É legal vender aquele veículo que se envolveu em um acidente e teve perda total. O motorista não quer sair no prejuízo e vende. Ilegal é o desmanche de veículos furtados e roubados”, frisou.


Ainda segundo ele, alguns comerciantes se estimulam a vender esse produto, mesmo que de forma ilegal, porque há procura por peças de carros antigos, por exemplo, que não são mais vendidas nas lojas autorizadas. Além disso, os motoristas buscam por peças mais baratas.

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