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Manaus,31/01/2026

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Aeroportos asiáticos reforçam controle como na COVID-19 após surto do vírus Nipah na Índia

O vírus Nipah geralmente se espalha de animais, como porcos e morcegos, para humanos. Também pode ser transmitido por contato próximo entre pessoas.

CBN
Aeroportos asiáticos reforçam controle como na COVID-19 após surto do vírus Nipah na Índia Reprodução/Internet
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Aeroportos de diversos países da Ásia estão reforçando os controles sanitários após relatos de um surto do vírus Niupah, na Índia. Países como Tailândia, Nepal e Taiwan aumentaram a triagem e a vigilância após a confirmação de cinco casos do vírus na Bengala Ocidental.

Os centros de triagem são similares ao do período da pandemia de COVID-19.

Segundo a OMS, os sintomas podem incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Em casos graves, os pacientes podem apresentar tontura, confusão mental, dificuldade para respirar e pneumonia.

O vírus Nipah geralmente se espalha de animais, como porcos e morcegos, para humanos. Também pode ser transmitido por contato próximo entre pessoas, o que colocou as autoridades de saúde em alerta máximo.

Por enquanto, o Central de Controle de Doenças da Índia afirma que 'a doença pelo vírus Nipah não representa um surto de grandes proporções, sendo um caso isolado, restrito a dois distritos de Kerala: Kozhikode e Malappuram. Os dados disponíveis indicam que não há motivo para preocupação por parte da população em geral quanto à segurança individual e familiar. O Ministério da Saúde e Bem-Estar Familiar está monitorando a situação de perto'.

Especialista traz detalhes

Um surto do vírus Nipah voltou a preocupar autoridades de saúde na Índia, após atingir médicos e enfermeiros de um hospital no estado de Bengala Ocidental. Até o momento, cerca de 100 pessoas foram orientadas a cumprir quarentena, enquanto os pacientes infectados recebem tratamento na capital, Calcutá, incluindo um deles em estado crítico.

Em entrevista ao Jornal da CBN, Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), explicou que o vírus Nipah, foi identificado pela primeira vez em 1999, já provocou 12 surtos documentados no século XXI. Ao todo, dos 477 casos confirmados, 338 resultaram em mortes, o que representa uma taxa de letalidade próxima a 70%.

"Não se trata de uma novidade, não é um fenômeno isolado, e sim um exemplo muito claro do que está acontecendo atualmente de processo de emergência e reemergência de infecções que são chamadas zoonóticas, que tem o vírus ou o agente ou patógeno em animais e o contato de animais com seres humanos faz com que isso se transmita, essa doença se transmita de forma sustentada."

De acordo com o médico, o Nipah é um vírus zoonótico, transmitido principalmente por morcegos frutívoros que eliminam o vírus por meio da saliva, urina e fezes. Humanos podem se infectar, por exemplo, ao entrar em contato com frutas contaminadas ou com secreções de pessoas já infectadas. A doença provoca febre alta, mal-estar, sintomas neurológicos e respiratórios, podendo levar à encefalite e falência múltipla de órgãos.

Atualmente, não há vacinas nem antivirais específicos para o Nipah, e o tratamento é feito apenas de forma de suporte, geralmente em unidades de terapia intensiva.

"Não temos antiviral contra o vírus Nipah e não temos vacina contra o vírus Nipah. O tratamento é exclusivamente de suporte, frequentemente em unidades de terapia intensiva. Só para explicar para o público: o vírus Nipah é um vírus que se transmite principalmente pelo contato do ser humano com secreções, principalmente do morcego."

Segundo o infectologista Alexandre Naime, o risco de o vírus se espalhar mais amplamente existe, mas ainda é limitado, já que ele não se adaptou completamente ao corpo humano.


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