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Brasil Caso Henry

‘Dr. Jairinho e Monique tomavam e davam remédio a Henry’, diz empregada em depoimento

Doméstica relatou, em depoimento, episódio de abraço do menino no vereador. Depois, foi levado ao quarto e saiu de lá machucado

15/04/2021 08h29
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Por: Fernanda Souza Fonte: R7
Reprodução
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O casal Dr. Jairinho e Monique Medeiros, padrasto e mãe do garoto Henry Borel, que estão presos suspeitos pela morte do garoto, tomavam muitos remédios. A mãe do menino, morto no início de março em um apartamento da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, também dava um medicamento para ansiedade e um xarope de maracujá para Henry.

A revelação é da empregada doméstica do casal, Leila Rosângela Mattos, em depoimento fornecido na última quarta-feira (14), encerrado às 18h15, à 16a delegacia da Polícia Civil do Rio de Janeiro e obtido na íntegra pelo R7. Henry morreu no dia 8 de março, depois de ser levado do apartamento do casal para um hospital, onde chegou sem vida.

Leila não soube explicar a razão para o casal tomar os medicamentos, mas afirmou que Monique havia explicado a ela que os remédios “eram dados porque Henry não dormia direito, passava muito tempo acordado”. Henry tomava a droga, cujo nome ainda não foi revelado, três vezes por dia.

A faxineira do casal informou ainda que Henry “chorava o tempo todo” e vomitava de vez em quando, mas não soube informar os motivos dos vômitos. Leila relatou uma passagem em que, diante do choro do garoto, a mãe, Monique Medeiros, falou que ele era “muito mimado” e que, se ele continuasse chorando à toa, ela “levaria ele para morar com o pai dele”. Henry, diz a empregada, teria afirmado que não queria morar com o pai.

Abraço, ida ao quarto e lesões

Em uma das supostas sessões de tortura no apartamento da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o vereador afastado Dr. Jairinho chegou em casa e recebeu um abraço do menino Henry, que saiu correndo do sofá e pulou no colo dele. Depois, Jairinho levou o garoto para o quarto, onde ficaram trancados por cerca de 10 minutos, para mostrar “algo que havia comprado para viajar”.

Em seguida, o menino saiu do cômodo mancando e reclamou de dores no joelho e na cabeça à baba. Tudo isso teria acontecido na ausência da mãe, Monique Medeiros, que estava em um shopping da cidade. O episódio, que teria ocorrido em 12 de fevereiro de 2021, sexta-feira de Carnaval.

Leila disse que o episódio gerou estranheza, pois foi “a primeira que viu Henry ter tal comportamento, ou seja, de correr em direção ao colo de Jairinho”. A empregada ficou tão surpresa que comentou o fato com a babá de Henry, que ligou para a mãe do menino, ainda no shopping, para relatar o caso.

Medo e apreensão das funcionárias

Tanto a empregada quanto a babá demonstraram sinais de medo e apreensão com o que acontecia no quarto, no qual padrasto e o garoto estavam trancados. A polícia perguntou a Leila se a porta estava aberta quando os dois estavam no cômodo, mas ela disse que não e só descobriu a porta fechada quando foi guardar roupas.

Em seguida, o menino saiu do cômodo mancando e reclamou de dores no joelho e na cabeça à baba. Tudo isso teria acontecido na ausência da mãe, Monique Medeiros, que estava em um shopping da cidade. O episódio, que teria ocorrido em 12 de fevereiro de 2021, sexta-feira de Carnaval.

Leila disse que o episódio gerou estranheza, pois foi “a primeira que viu Henry ter tal comportamento, ou seja, de correr em direção ao colo de Jairinho”. A empregada ficou tão surpresa que comentou o fato com a babá de Henry, que ligou para a mãe do menino, ainda no shopping, para relatar o caso.

Medo e apreensão das funcionárias

Tanto a empregada quanto a babá demonstraram sinais de medo e apreensão com o que acontecia no quarto, no qual padrasto e o garoto estavam trancados. A polícia perguntou a Leila se a porta estava aberta quando os dois estavam no cômodo, mas ela disse que não e só descobriu a porta fechada quando foi guardar roupas.

Tchau forçado

Ao sair do quarto e correr para o colo, o menino foi questionado pela babá o que havia acontecido. Henry nada respondeu à cuidadora, pelo menos enquanto a empregada estava presente, relatou no depoimento.

Leila foi para a cozinha e viu Jairinho sozinho, se preparando para sair do apartamento. A empregada testemunhou, então, um momento que chamou a atenção da polícia: Jairinho chamou Henry para se despedir com um toque de mãos.

Henry, porém, “não quis ir ‘bater na mão’ de Jairinho. A babá levou o menino, no colo, para que Henry “batesse a mão na mão de Jairinho, o que foi feito”. O vereador afastado saiu do apartamento na sequência, e as duas funcionárias ficaram com Henry.

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