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Rebelião

Denúncia aponta que mortes de presos seriam início de rebelião no AM

Duas mortes por enforcamento em presídios de Manaus nesta terça-feira (9) seriam início de uma rebelião planejada por detentos

10/10/2018 16h42
Por: Jéssyca Lorena
Fonte: Amazonas1
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Divulgação
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Duas mortes em presídios de Manaus nesta terça-feira (9), com indícios de assassinato ainda não confirmado, acende alerta para uma possível rebelião, que estaria sendo planejada pelos detentos insatisfeitos com tratamentos recebidos pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Denúncias recebidas pelo jornal apontam que, desde o último domingo (7), os presos estariam planejando o motim, há pelo menos três meses. 

Mortes em presídios

No início da tarde desta terça-feira (9), a Seap confirmou a morte de Bruno Vilhena Blanco, 27 anos, na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na Zona Leste de Manaus. Ele foi encontrado morto, supostamente por asfixia, dentro do banheiro da área de vivência da UPP.

Bruno ocupava a cela 1004, galeria superior 10, juntamente com outros oito detentos. A motivação da morte é investigada. 

Minutos depois, fontes extraoficiais informaram a morte de mais um detento, com fotos de um homem enforcado, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). A Seap também confirmou que se tratava de Alexsander Lima dos Santos, 33 anos , encontrado morto, também supostamente por asfixia, dentro do banheiro no Pavilhão 3. Ele ocupava a cela 06, ala 2, do mesmo pavilhão onde foi encontrado. 

Os dois casos estão sendo investigados pelo Departamento de Inteligência Penitenciária (Dipen). Para a secretaria "os dois casos são considerados isolados". 

Uma terceira morte também chegou ao conhecimento da reportagem por meio de fotos, que indicava mais um enforcamento no Centro de Detenção Provisório Masculino (CDMP I), porém o suposto crime não foi confirmado pela Seap até a publicação desta matéria. 

Denúncia

Uma doméstica, que não quis se identificar, denunciou que a suposta rebelião estaria próxima de acontecer. De acordo com elas, os detentos estariam revoltados por estarem sofrendo maus tratos, por parte de agentes penitenciários.

“O pessoal da Seap está sabendo, mas eles escondem, abafam. São eles que fazem essas normas para presos ficarem no castigo, e mais de meses sem visita. Muitas vezes nem água dão para os presos e eles ficam lá sofrendo esses problemas", disse.  

Ainda segundo a denúncia, todos os presos estariam insatisfeitos com o tratamento recebido, mas nem todos de acordo em fazer uma rebelião. Para a mulher, as três mortes deste terça-feira seriam o começo da rebelião.

“Muitos detentos não querem isso, mas se revoltam pelos maus tratos. A gente tem medo porque naquela rebelião em 2017, foi a mesma coisa, mas ninguém deu ouvido, e olha o que aconteceu. Tem mais de meses que os presos estão no castigo, estão passando fome, passando sede, pessoal da Seap não dá o atendimento que precisa dar.  Eles estão pagando pelo erro deles, mas estão sofrendo e estão dizendo que vai ser assim em todas as cadeias", contou. 

Posicionamento da Seap

A reportagem solicitou uma nota da Seap sobre as denúncias de possível rebelião, além de maus tratos direcionados a detentos dos sistema prisional no Amazonas, e aguarda  posicionamento da pasta. 

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