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Manaus,24/02/2026

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MPAM denuncia ex-animador do Garantido por estupro de criança, filha da ex-mulher

Felipe Júnior está detido desde o dia 19 de janeiro deste ano e cumpre prisão preventiva em regime fechado.

Mario Adolfo
MPAM denuncia ex-animador do Garantido por estupro de criança, filha da ex-mulher Reprodução/Internet
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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) denunciou, nesta quinta-feira (19/02), o cantor e ex-animador do Boi Garantido, Felipe Júnior, de 34 anos, pelo crime de estupro de vulnerável. O documento, assinado pelo promotor André Marinho, detalha uma série de abusos contra uma criança de 10 anos, iniciados quando ela tinha apenas 6 anos de idade.

Felipe Júnior está detido desde o dia 19 de janeiro deste ano e cumpre prisão preventiva em regime fechado. De acordo com a investigação, o primeiro episódio teria ocorrido em uma piscina, onde o acusado teria abusado da vítima, que é filha da ex-companheira e, posteriormente, oferecido doces para que a criança não contasse a mãe.

A denúncia aponta que o comportamento criminoso persistiu ao longo dos anos. No final de 2025 teria enviado mensagens e vídeos de conteúdo erótico para a vítima. Mesmo após o caso ter sido levado às autoridades policiais, o homem teria continuado a assediá-la, exigindo fotos íntimas e enviando imagens de seus próprios órgãos genitais.

"A conduta revela gravíssima violação da dignidade sexual da vítima, que, por sua idade, encontra-se sob especial proteção legal", afirmou o promotor André Marinho na denúncia.

Além da responsabilização criminal, o promotor pediu que o denunciado pague indenização por danos à vítima. A denúncia será avaliada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM). Caso seja aceita, a defesa será intimada para apresentar sua versão dos fatos. Se houver condenação, a pena pode ultrapassar 15 anos de prisão.

A Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido anunciou o desligamento imediato de Felipe Júnior. Em nota, a entidade afirmou que os fatos estão sendo apurados pelas autoridades e repudiou “de forma veemente” qualquer conduta que viole direitos fundamentais, especialmente contra crianças e adolescentes. A associação reforçou ainda que toda criança tem direito a viver e se desenvolver “em um ambiente seguro, protegido e livre de qualquer forma de violência”.

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