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SSP-AM rebate acusação de Amom Mandel e diz que ele deu voz de prisão a equipe da Rocam por não ter gostado de abordagem

O parlamentar divulgou horas antes um vídeo alegando que teria sido coagido pela Polícia Militar.

06/01/2024 às 18h46
Por: Portal Holofote Fonte: Secom
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Reprodução
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A Secretaria de Segurança Pública, em conjunto com as Polícias Civil e Militar, esclareceu nesta sábado (6) a abordagem feita por uma guarnição da Rocam ao deputado federal Amom Mandel, na última quinta-feira (04/01), durante o lançamento da Operação Impacto, na zona leste de Manaus. O parlamentar divulgou horas antes um vídeo alegando que ter sido coagido pela Polícia Militar do Amazonas durante abordagem e que teve uma arma apontada para sua cabeça. Ele também afirma que foi feita denúncia à Polícia Federal sobre o suposto envolvimento de membros da Segurança Pública do Amazonas com organizações criminosas.

Durante coletiva de imprensa, o titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), Coronel Marcus Vinícius, disse que chegou a receber uma ligação do político pedindo apoio para prender uma guarnição da Rocam.

Eu recebi uma ligação do deputado federal Amom, por volta de 10 horas da noite, me informando que acabaria ali de ter prendido em flagrante uma guarnição da Rocam e me pedindo apoio para que visse o que poderia ser feito para que essa guarnição fosse efetivamente conduzida e flagranteada. Aquilo me causou estranheza. A prisão de uma guarnição da Rocam, nunca tinha visto isso“, declarou.

O Coronel afirma que solicitou ao subcomandante do Comando de Policiamento Especializado (CPE), tenente-coronel Peter, para ver os procedimentos legais cabíveis para condução da ocorrência, porém, em seguida foi informado que o militar também recebeu voz de prisão do deputado federal.

Segundo relato do tenente-coronel Peter, Amom foi abordado na Avenida Autaz Mirim, zona Leste, próximo a Bola do produtor, após equipe detectar que carro do parlamentar estava com as lanternas apagadas, mudando de faixa. Foram várias tentativas de parar o veículo e quando resolveu estacionar estavam dentro do carro três pessoas, sendo uma delas o deputado.

O deputado foi até a viatura e perguntou porque estaria sendo abordado, foi relatado pela equipe que seria um procedimento padrão por estar em atitude suspeita, a forma de condução e questão da lanterna do veículo, mas como estava verificado não ter nada a mais a ocorrência se encerraria por aí. Nesse momento, o deputado dizendo não ter gostado da abordagem, teria dado voz de prisão a equipe questionando a legalidade da abordagem. Ao chegar no local eu falei para ele que o procedimento correto seria ir na corregedoria para apuração. Ele discordou e disse que diante da discordância também seria dado voz de prisão a mim“, contou.

O Coronel Marcus Vinícius, ressaltou que o tipo de abordagem feita ao deputado está prevista no procedimento padrão da Polícia Militar e qualquer cidadão pode ser submetido a ela.

Segundo Marcus Vinícius, devido resistência de Amom, o caso foi encaminhado ao subcomandante-geral da PMAM, coronel Thiago Balbi, que disse que ao chegar no local encontrou o deputado federal em uma calçada e questionou sobre o que ele queria que fosse feito.

Ele me relatou que já tinha feito contato com o secretário e que a gente deveria se deslocar para a delegacia. Ai eu falei, então me dê licença que eu vou fazer contato com o secretário que logo chegou ao local, teve uma conversa com todos, fez contato com a Polícia Civil e o caso foi designado para o 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde lá foram realizados procedimentos“, disse Balbi.

Marcus Vinícius, afirmou que na delegacia todos os envolvidos foram ouvidos e a autoridade policial tomou a decisão de que não cabia flagrante e abriu inquérito policial.

Uso de arma

Ainda na coletiva o titular da SSP-AM foi questionado sobre a alegação de Amom de que os policiais apontaram uma arma para sua cabeça.

O motivo da abordagem do veículo é que ele estava todo apagado e e o relato da guarnição é que o carro mudava de faixa e os levou, dentro de uma área de operação, a naturalmente ter uma abordagem. A abordagem a um veículo com insulfilm 100% o procedimento padrão da PM é abordar sim com arma em punho, porque nós não sabemos quem e está la dentro e o policial alí pode receber um tiro e morrer. Então não dá para fazer uma abordagem sem estar com arma em punho. Se houve excesso isso vai ser visto no inquérito”, pontuou.

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