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Feminicídio

Traição motivou assassinato de mulher em quarto de motel em Manaus

‘Eu matei porque não aceito traição’, disse e Carlos.

22/08/2019 15h05
Por: Jéssyca Lorena
Fonte: Em Tempo
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Josemar Antunes
Josemar Antunes

"Eu matei porque não aceito traição". Foram com essas palavras que Carlos Maki Mota do Nascimento, de 27 anos, se defendeu diante da imprensa amazonense, na manhã desta quinta-feira (22), ao ser apresentado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Ele confessou ter matado com nove facadas a auxiliar de serviços gerais Maria de Lourdes Palheta Costa, de 42 anos, em um quarto de motel na rua Lobo D'Almada, no bairro Centro, na Zona Sul de Manaus. 

O crime ocorreu na noite de quarta-feira (20) dentro Hotel Paris. Na ocasião, imagens de câmeras do circuito interno de segurança do estabelecimento mostram Maria de Lourdes conversando com Carlos na recepção. Por volta das 20h12, ele tranca a porta do quarto e deixa o hotel sozinho. 

Intrigado, um funcionário que atendeu o casal acha estranho a atitude e questiona o suspeito. Ao entrar no quarto, o recepcionista encontra Maria de Lourdes nua dentro do banheiro e com várias facadas pelo corpo. Em seguida, o principal autor do crime foge. 

Investigação 

De acordo com o delegado Paulo Martins, titular da DEHS, Carlos Maki foi preso na rua 5 do bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus, por policiais militares, após denúncia anônima. As imagens de vídeos compartilhados nas redes sociais e pela imprensa ajudaram captura do assassino. 

"Assim que as imagens foram divulgadas, a polícia deu uma resposta rápida com ajuda da imprensa e da sociedade. Carlos Maki foi trazido pelos policiais militares até a DEHS, mas de início negou o crime. Entretanto, com os elementos suficientes, ele não teve como negar mais e confessou o crime", disse. 

Em depoimento, Carlos Maki afirmou que ficou preso por seis meses pelo crime de tráfico de drogas e Maria de Lourdes deixou de visitá-lo na cadeia. Após ganhar liberdade, Carlos Maki resolveu se vingar e premeditou o crime. 

"O Carlos alega que conviveu com Maria de Lourdes por três anos. Após ter saído da cadeia, ele comprou um boné e chamou a vítima para ingerir bebidas alcoólicas em um bar e, em seguida, foram para um hotel. Ele confessou o crime porque descobriu que a vítima tinha outra pessoa", explicou o delegado Paulo Martins. 

O delegado Rafael Campos, adjunto da DEHS, informou que Carlos ficou inconformado ao descobrir que Maria tinha um companheiro há mais de 20 anos. Durante as investigações, também descobrimos que a vítima frequentava um bar da rua Lobo D'Almada e que atuava como garota de programa. 

"Maria de Lourdes se encontrou com o autor em um bar nas proximidades do hotel. Ela frequentava esse bar como ponto de encontros sexuais. As investigações ainda estão em andamento para apurar se o dinheiro da vítima foi levado. Até agora só foi recuperado o celular. Carlos atraiu a vítima para o hotel com a intenção de matar", afirmou o delegado Rafael Campos. 

Traição

Durante a coletiva, Carlos Maki afirmou que convivia com Maria de Lourdes há três anos e que a vítima frequentava a casa dele. 

"Ela estava há três anos comigo e só agora descobri que ela tinha outro homem. Eu não aceito traição e por isso a matei", declarou Carlos Maki.

O esposo da vítima, Ney da Cruz Pirfirio, de 50 anos, declarou que conviveu com Maria de Lourdes durante 22 anos. Segundo ele, a companheira trabalha como auxiliar de serviços gerais em uma clínica no bairro Adrianópolis, na Zona Centro-Sul. Ney afirmou que desconhece a relação extraconjugal.

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