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Amigo de Temer, coronel Lima será ouvido nesta sexta (30) pela PF
João Baptista Lima Filho é suspeito de arrecadar propinas em esquema que vigora no Porto de Santos há mais de 20 anos.
Amigo de Temer, coronel Lima será ouvido nesta sexta (30) pela PF
Reprodução/TV Globo

O coronel aposentado da PM João Baptista Lima Filho, amigo do presidente Michel Temer (MDB), vai ser ouvido na manhã desta sexta-feira (30/3) pela Polícia Federal em São Paulo. Coronel Lima, como é conhecido, foi preso na quinta-feira (29) na Operação Skala, sob suspeita de arrecadar propinas em esquema que vigora no Porto de Santos há mais de 20 anos.


O amigo de Temer foi levado no início da noite de quinta para o Instituto Médico Legal, onde passou por exames, e seguiu para a carceragem da Polícia Federal. Mais cedo, saiu de casa escoltado pela PF em uma ambulância porque passou mal durante as buscas dos agentes. Ficou no Hospital Albert Einsten o dia todo. No início da noite, teve alta e foi levado ao IML, depois para a sede da PF em São Paulo.


A Polícia Federal estava tentando ouvir o coronel Lima desde 1º de junho do ano passado, após a deflagração da Operação Patmos, em maio. A defesa dele informou seguidamente que o coronel estava com problemas de saúde e não poderia prestar esclarecimentos.


Ao autorizar a Operação Skala e mandar prender o coronel Lima, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso registrou que, para a Polícia Federal, a empresa Argeplan, do militar reformado, “tem se capitalizado” com recursos de companhias interessadas na edição do Decreto dos Portos e distribuído tais recursos para os demais investigados.


Sobre a capitalização da Argeplan, Barroso destaca que um relatório demonstra “crescimento exponencial da empresa nos últimos 20 anos, inclusive no setor nuclear, em parceria com a AF Consult do Brasil, o que se vê de um contrato no valor de R$ 160 milhões com a Eletronuclear para as obras da Usina Angra 3, cuja obtenção, segundo José Antunes Sobrinho, só teria ocorrido por ser a Argeplan ‘ligada a Temer e precisou subcontratar a Envegix porque não tinha capacidade para o serviço”.


Foram presos também o empresário e advogado José Yunes; o presidente da empresa Rodrimar, Antonio Celso Grecco; o ex-ministro de Agricultura Wagner Rossi; Milton Ortolan, auxiliar de Wagner Rossi; e uma mulher ligada ao Grupo Libra. O presidente Michel Temer é um dos alvos da investigação e está sob suspeita de beneficiar a empresa Rodrimar na edição do decreto voltado ao setor portuário.


A defesa


Os advogados Cristiano Benzota e Maurício Silva Leite refutaram enfaticamente as suspeitas de envolvimento do coronel Lima no suposto esquema de favorecimento a empresas do setor portuário em troca de propinas. “O sr. João Baptista Lima Filho refuta com veemência as acusações e afirma não ter qualquer participação nos fatos apurados no inquérito.” A defesa afirma que ‘o estado de saúde do sr. Lima é muito delicado e que o seu quadro médico tem sido periodicamente informado às autoridades’.

FONTE: Estadão/Metrópoles

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