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05/03/2018 ás 23h28

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Portal Holofote

Manaus / AM

Fundação que aplicou provas nega fraude em concurso após embalagens rompidas
Fundação Carlos Chagas informou que problemas em fabricação, condições do transporte ou temperatura podem ter causado abertura em embalagens. Provas foram levadas para perícia
Fundação que aplicou provas nega fraude em concurso após embalagens rompidas
Raine Luiz

A Fundação Carlos Chagas, responsável pela elaboração e aplicação das provas do concurso da Defensoria Pública do Estado (DPE) no Amazonas, se pronunciou sobre o caso de envelopes encontrados rompidos durante o certame. A fundação informou que apesar do incidente, “não houve qualquer prejuízo à segurança do concurso e que a idoneidade e lisura foram preservadas”. Os envelopes foram entregues na manhã desta segunda-feira (5) à Polícia Civil. O gabarito foi divulgado hoje. 


Em nota, a FCC afirma que a elaboração das provas, impressão e empacotamento seguiram todos os procedimentos de segurança. A fundação contratada pela DPE esclareceu que, no caso ocorrido na Fametro, os responsáveis nos locais de prova realizaram o procedimento de verificação da inviolabilidade das provas.


“Após a abertura das caixas de provas, que estavam lacradas, os coordenadores, na presença da Comissão e dos três candidatos, constataram que as embalagens plásticas que acondicionavam os cadernos de questões de 4 quatro salas, apresentavam a lateral das embalagens rompidas. Constatada a inviolabilidade das caixas de provas, todos os pacotes de provas foram entregues em suas respectivas salas, inclusive os pacotes das 4 salas (16, 17, 18 e 19), acompanhados dos três candidatos que comprovaram a inviolabilidade das caixas de provas, juntamente com a Comissão do Concurso”.


No posicionamento a FCC diz ainda acreditar que problemas no lote de fabricação, condições do transporte ou variação nas condições de temperatura possam ter causado a abertura na lateral das embalagens.


“Considerando a atuação conjunta dos três fatores apresentados acima, temos um quadro favorável ao rompimento natural das embalagens, sem a interferência do fator humano, sobretudo quando observamos a aleatoriedade e a concentração, com a qual os materiais foram afetados, quais sejam, a caixa V115070, que armazenava os pacotes das salas 15, 16, 17 e 18, sendo afetadas com o rompimento da “lateral selada” de três das quatro embalagens, das salas 16, 17 e 18, enquanto a caixa V115071, que armazenava os pacotes das salas 14, 19, 30 e 31, fora afetada somente a embalagem da sala 19”, informou.


A fundação esclareceu ainda que os cadernos são impressos em quantidade correspondente aos inscritos. Antes da distribuição, a FCC constatou que as provas estavam intactas e a quantidade era correspondente ao que foi impresso. As provas foram entregues à Polícia Civil para serem analisadas.


Suspeita de fraude


A suspeita de fraude no concurso ocorreu nesse domingo (4). Os problemas foram registrados nas salas 16, 17, 18 e 19 da Faculdade Metropolitana de Manaus, localizada na Zona Centro-Sul de Manaus. Uma candidata que fez a prova na sala 14 afirmou que o problema também foi registrado lá. 


Ontem, a DPE reconheceu que, "no momento da abertura das caixas contendo as provas das salas 16, 17, 18 e 19, constatou-se que quatro envelopes, contendo os respectivos cadernos de prova, estavam com a lateral aberta". Segundo a DPE-AM, no entanto, a caixa onde os envelopes eram armazenados estava completamente lacrada. 


A DPE-AM informou que os candidatos que quiserem entrar com recurso administrativo pelo concurso deve contatar a Fundação Carlos Chagas e seguir os procedimentos previstos em edital.


O órgão informou que 3.026 pessoas se inscreveram para a disputa de 25 vagas para o cargo de defensor público do Amazonas. O salário oferecido é de R$ 14 mil.


O gabarito do concurso e as questões objetivas foram divulgados nesta segunda-feira (5) pela FCC no site

FONTE: Portal A Crítica

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