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Duplo homicídio

Duas armas diferentes foram disparadas dentro de carro onde PMs foram mortos, em Manaus

Defesa de tenente preso suspeito de duplo homicídio contesta números e alega que oito disparos foram efetuados na madrugada do dia 5 de janeiro

11/01/2019 16h43
Por: Jéssyca Lorena
Fonte: G1/AM
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Reprodução
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Duas armas diferentes foram disparadas no dia do episódio que resultou na morte de dois policiais militares dentro de um carro, em Manaus. A equipe de defesa do tenente Joselito Pessoa, preso suspeito de ter cometido o duplo homicídio, questiona os números de tiros efetuados dentro do veículo e o uso de uma segunda pistola, supostamente não manuseada pelo preso.

O jornal teve acesso à requisição de exame residuológico assinado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). No documento, duas armas aparecem com cartuchos incompletos.

O crime aconteceu no dia 5 da janeiro. Na madrugada, cinco pessoas - quatro PMs e um civil - estavam dentro de um carro quando os disparos foram feitos. Um sargento e um cabo morreram. Um major e um civil ficaram feridos. O tenente foi preso suspeito das mortes e, também, de tentativa de homicídio.

Nos cálculos previamentes esclarecidos, cinco disparos foram efetuados durante a susposta briga. Um matou o sargento, um matou o cabo, um atingiu um major, e dois deixaram o civil ferido. A defesa do tenente, no entanto, alega que duas armas foram usadas e oito tiros foram dados.

Na cena do crime, foram encontradas quatro pistolas ponto 40. Duas tinham todas as 15 munições intactas. Outras duas gastaram quatro balas, cada, como aponta a requisição de exame residuográfico realizado pela Polícia Civil.

"Sabemos de cinco tiros. Mas, o Robson (civil) pegou dois tiros, o sargento pegou um tiro na cabeça, o cabo pegou um outro tiro. São quatro tiros. Que seriam, então, da arma do tenente. Mas o major também está baleado. De onde veio esse quinto tiro?", questiona o advogado de defesa Mozarth Bessa.

A equipe da defesa de Joselito sustenta este, entre outros argumentos de provas físicas e periciais, para contestar a prisão. Enquanto isso, a defesa não tem pressa para tramitar o processo e aguarda, além disso, o inquérito policial, que deve ser entregue nesta segunda-feira (15).

"Estamos fazendo, também, o nosso levantamento e perícia particular. Estamos conversando com a comunidade, com policiais que atenderam ao chamado. Estamos colhendo todas as informações e reconstruindo a cena para entender o que de fato aconteceu. Todas essas pessoas deverão ser ouvidas, também, no inquérito policial. Vamos esperar a perícia para, a partir daí, seguirmos".

A expectativa é de que em 30 dias, a contar do dia 5 de janeiro, saia o resultado da perícia, além dos exames toxicológicos e resíduográficos - que mostrará quem efetuou, de fato, disparos. Todos os cinco homens, tanto o tenente quanto as vítimas, foram submetidos aos exames.

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