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Política

07/12/2018 ás 11h28

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Jéssyca Lorena

Manaus / AM

Promotor pede suspeição de juiz, novo round de guerra em Coari
Documento aponta que juiz já tentou, por várias vezes, impedir que o Ministério Público aja contra a prefeitura de Coari
Promotor pede suspeição de juiz, novo round de guerra em Coari
Divulgação

O promotor de Justiça de Coari Weslei Machado apresentou uma denúncia contra o juiz titular da primeira comarca do município, Fábio Lopes Alfaia. Ele alega que o magistrado é parcial e atua em favor da atual gestão da cidade, feita pelo prefeito José Adail Pinheiro, filho do ex-prefeito Adail Pinheiro. O juiz receberia, ainda um mensalinho de R$ 80 mil para isso. Alfaia nega as acusações.


Segundo a denúncia, o juiz estaria desconsiderando decisões do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM).


O documento aponta que o juiz já tentou por várias vezes impedir que o Ministério Público aja contra a prefeitura de Coari. No que consta na denúncia, as investidas eram realizadas durante as visitas feitas pelo magistrado ao gabinete do Promotor e outros lugares.


O representante do MP transcreveu o que o magistrado teria dito em algumas ocasiões. Em uma delas, o juiz pede para que órgão foque na criminalidade e deixe a prefeitura de lado; em outro momento, afirma que não concorda com as investigações contra a prefeitura, porque existiam coisas mais importantes para fazer em Coari.


Entre as denúncias, está a da atuação do juiz Fábio Alfaia nos processos que envolvem o ex-prefeito Adail Pinheiro, preso novamente nesta quinta-feira (6) por comandar um esquema milionário de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos da Prefeitura do município.


Segundo denúncias que chegaram ao promotor Weslei Machado, o vereador Rodrigo Alves é o elo entre Fábio Alfaia e o Prefeito de Coari. O sogro de Rodrigo, o advogado Jalil Alexandre de Moraes tramitaria junto ao iuiz articulando em nome do prefeito. O documento cita que, em uma das articulações, o juiz ignorou ilegalidades e homologou acordo entre prefeitura e credores, violando a ordem cronológica de pagamento dos precatórios.


O promotor afirma ainda que o magistrado receberia um mensalinho de R$ 80 mil, entre outras vantagens, para continuar atuando em favor do prefeito e seu grupo político. Na denúncia, é citado ainda que o juiz recebeu o título de Cidadão Coariense e que quem discursou na homenagem foi a vereadora Jeanny Pinheiro, tia do atual prefeito - ela teria dito que Fábio Alfaia era um amigo da família.


O juiz Fábio Alfaia negou as acusações feitas. À Rede Amazônica, ele disse que os fatos colocados por Machado já foram investigados na esfera criminal pelo TJ-AM e que foram arquivados a pedido da própria procuradoria à qual pertence o promotor. A Associação dos Magistrados do Amazonas emitiu nota de repúdio às acusações.


O promotor Weslei Machado explicou que o processo ao qual o juiz se referiu sobre investigações e arquivamento trata de fatos diferentes, e que este processo atual da exceção de suspeição traz fatos novos e que ainda não foram analisados pelos Tribunal de Justiça.


A vereadora Jeany Pinheiro,diz que o juiz "não é amigo pessoal da família Pinheiro" e negou ter dito isso em discurso.

FONTE: G1/AM

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