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Política

09/07/2018 ás 10h20

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Receita agora faz ataque pontual ao polo de concentrados da ZFM
O alvo dessa nova investida é a empresa Coca-Cola.
Receita agora faz ataque pontual ao polo de concentrados da ZFM
Internet

Depois de preparar o decreto que o presidente da República, Michel Temer (MDB), assinou na calada da noite do dia 30 de maio contra a indústria de concentrados de refrigerantes do polo industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM), agora a Receita Federal faz um ataque específico.


O alvo dessa nova investida é a empresa Coca-Cola.


Contra a multinacional, o órgão instaurou uma investigação para apurar se a empresa está obtendo superfaturamento para ampliar seu lucro na ZFM.


A informação foi publicada na edição de ontem do jornal Folha de S.Paulo.


“Essa averiguação ocorre em um momento em que as remessas da subsidiária brasileira para os EUA subiram quase R$ 1 bilhão entre 2016 e o ano passado”, diz a noticia.


De acordo com o jornal, desde 2015, o fisco americano cobra da Coca US$ 3,3 bilhões (R$ 13 bilhões) em royalties devidos por sete países, incluindo o Brasil.


Sem citar fonte específica, o jornal diz que “pessoas que acompanham a investigação afirmam que a Coca-Cola está na mira dos auditores [da Receita] porque há a suspeita de que a subsidiária tenha se valido das vantagens fiscais da Zona Franca e superfaturado a venda de seu concentrado (xarope) para os envasadores instalados fora da região”.


Receita e governo federal x ZFM


“As pessoas” que vazaram a informação podem ser as mesmas que editaram o decreto que feriu de morte o polo de concentrados da indústria do Amazonas e as mesmas que percorreram, na semana passada, os gabinetes dos senadores pedindo voto contra o projeto de decreto legislativo dos parlamentares amazonenses sustando os efeitos do ato do presidente Temer.


A ação do governo contra a ZFM, nos bastidores do Senado, foi denunciada pelos senadores do Amazonas na quarta-feira, durante a votação do texto do decreto que tenta evitar prejuízo ao modelo industrial do estado.


Sem voto suficiente para derrubar o projeto legislativo, o governo obstruiu a votação, que já tinha encaminhamento a favor do Amazonas.

FONTE: BNC

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