No Dia da Vitória, Putin ignora cessar-fogo e afirma que guerra na Ucrânia é "justa"
Em um discurso de oito minutos na Praça Vermelha, o líder russo defendeu a invasão da Ucrânia — a qual ainda chama de "operação militar especial" — e afirmou que o país trava uma luta necessária contra a influência da Otan.
Reprodução O presidente da Rússia, Vladimir Putin, aproveitou as celebrações do Dia da Vitória neste sábado (9) para intensificar sua retórica contra o Ocidente. Em um discurso de oito minutos na Praça Vermelha, o líder russo defendeu a invasão da Ucrânia — a qual ainda chama de "operação militar especial" — e afirmou que o país trava uma luta necessária contra a influência da Otan.
A cerimônia, que marca a vitória soviética sobre a Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial, ocorreu em formato reduzido e sob forte esquema de segurança, evidenciando o clima de tensão que persiste apesar do cessar-fogo anunciado recentemente pelos Estados Unidos.
Confronto com a Otan e Legado Histórico
Putin buscou traçar um paralelo direto entre os heróis de 1945 e as tropas que combatem atualmente em solo ucraniano. Segundo ele, as forças russas estão protegendo a soberania do país contra uma "força agressiva" apoiada pela aliança militar ocidental.
“Eles estão enfrentando uma força armada e apoiada por todo o bloco da Otan. E, apesar disso, nossos heróis avançam. O feito da geração vitoriosa inspira os soldados de hoje”, declarou o presidente.
Vitória "Para Sempre"
Ao encerrar o pronunciamento, Putin reafirmou sua convicção no conflito, ignorando os apelos internacionais por uma resolução pacífica definitiva. "Estou firmemente convencido de que nossa causa é justa. Estamos juntos. A vitória foi nossa, e será para sempre", proclamou.
O desfile militar deste ano foi marcado pela ausência de grandes contingentes e exibições aéreas, reflexo do desgaste logístico e da necessidade de manter as defesas focadas no front. Analistas internacionais apontam que o tom do discurso sinaliza que, apesar das pausas táticas no campo de batalha, o Kremlin não pretende recuar em seus objetivos geopolíticos.



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