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Manaus,04/10/2026

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Com protocolos rígidos e apoio da UE, cruzeiro atingido por hantavírus chega à Espanha neste domingo

A operação é coordenada pelos ministérios da Saúde e do Interior da Espanha, sob protocolos de biossegurança rigorosos para evitar qualquer risco de contágio em solo espanhol.

Portal Holofote
Com protocolos rígidos e apoio da UE, cruzeiro atingido por hantavírus chega à Espanha neste domingo Conteúdo gerado por IA
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Uma operação logística de alta complexidade foi montada por diversos países para evacuar os passageiros do navio MV Hondius, que enfrenta um surto de hantavírus no Atlântico. Alemanha, França, Bélgica, Irlanda e Holanda confirmaram o envio de aeronaves para a ilha de Tenerife, na Espanha. Os Estados Unidos e a União Europeia também mobilizaram aviões adicionais para a repatriação imediata de seus cidadãos.

A embarcação deve atracar no Porto de Granadilla entre a madrugada e o início da manhã deste domingo (10). A operação é coordenada pelos ministérios da Saúde e do Interior da Espanha, sob protocolos de biossegurança rigorosos para evitar qualquer risco de contágio em solo espanhol.

Protocolos de Desembarque e Segurança

O governo espanhol informou que o desembarque será controlado e segmentado:

  • Prioridade: Cidadãos espanhóis serão os primeiros a deixar o navio, seguidos pelos grupos internacionais, conforme a chegada dos voos de seus respectivos países.

  • Restrições: O uso de máscaras é obrigatório. Passageiros só poderão levar bagagens de mão essenciais; malas maiores e outros pertences permanecerão retidos para desinfecção.

  • Corpos das Vítimas: Os restos mortais das três vítimas confirmadas seguirão a bordo para a Holanda, onde passarão por procedimentos específicos de transporte e sanitização.

Monitoramento e Alerta da OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora o surto, que já soma três óbitos e seis casos confirmados. A principal suspeita é de que o vírus Andes — variante com potencial de transmissão entre humanos — tenha sido introduzido na embarcação por um passageiro infectado antes do embarque.

Embora a OMS classifique o risco de disseminação global como baixo, o alerta interno permanece alto. Devido ao período de incubação do vírus, as autoridades sanitárias não descartam o surgimento de novos sintomas em passageiros que hoje parecem saudáveis, exigindo quarentena e monitoramento rigoroso após a chegada aos seus países de origem.

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