OMS confirma surto de hantavírus em cruzeiro; três mortes são registradas
O patógeno identificado é o vírus Andes, uma linhagem específica de hantavírus que desperta alerta global por ser uma das poucas capazes de ser transmitida de pessoa para pessoa.
Divulgação A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou, nesta sexta-feira (8), um surto de hantavírus vinculado a um navio de cruzeiro que seguia para as Ilhas Canárias, na Espanha. Até o momento, foram identificados oito pacientes — seis casos confirmados via teste PCR e dois prováveis. O surto já resultou em três mortes.
O patógeno identificado é o vírus Andes, uma linhagem específica de hantavírus que desperta alerta global por ser uma das poucas capazes de ser transmitida de pessoa para pessoa.
Monitoramento e Repatriação
O surto foi relatado inicialmente em 2 de maio. Na ocasião, o navio contava com 147 pessoas a bordo, enquanto outros 34 passageiros já haviam desembarcado anteriormente.
Internações: Quatro pacientes seguem hospitalizados na África do Sul, Holanda e Suíça. Um caso suspeito na Alemanha foi descartado após exames.
Ação dos EUA: O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) anunciou um plano de repatriação médica para os 17 cidadãos americanos a bordo, que serão levados em voo especial para Omaha, Nebraska.
Origem da Infecção
A principal hipótese da OMS é que o "paciente zero" tenha contraído o vírus antes do embarque, possivelmente durante passagens pela Argentina ou Chile, regiões onde o vírus Andes é endêmico. A disseminação posterior teria ocorrido dentro da embarcação devido ao ambiente confinado.
Avaliação de Risco
Embora o risco para a população global seja classificado como baixo, a OMS define o risco para passageiros e tripulantes como moderado. O navio partiu de Cabo Verde em 6 de maio e a previsão de desembarque final é nas Ilhas Canárias, onde autoridades sanitárias espanholas já preparam protocolos de quarentena e triagem.
O hantavírus Andes causa a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), uma doença grave que afeta o sistema respiratório e possui alta taxa de letalidade se não houver intervenção médica rápida.



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