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Manaus,21/09/2026

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Surto de Hantavírus em cruzeiro de luxo deixa três mortos e mobiliza a OMS

A embarcação, que partiu de Ushuaia, na Argentina, no dia 1º de abril com destino à Espanha, tornou-se o centro de uma investigação epidemiológica da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Portal Holofote
Surto de Hantavírus em cruzeiro de luxo deixa três mortos e mobiliza a OMS Divulgação
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Um surto de Hantavírus a bordo do navio MV Hondius, operado pela holandesa Oceanwide Expeditions, mobiliza autoridades sanitárias internacionais após a confirmação de três mortes. A embarcação, que partiu de Ushuaia, na Argentina, no dia 1º de abril com destino à Espanha, tornou-se o centro de uma investigação epidemiológica da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Até o momento, as vítimas fatais são um casal holandês e um turista alemão. Outros passageiros infectados estão internados em estado grave em hospitais na África do Sul e na Suíça.

Cronologia e Isolamento

O pânico a bordo aumentou após a divulgação de um vídeo do dia 12 de abril, no qual o capitão Jan Dobrogowski comunicava a primeira morte. Na ocasião, acreditava-se que o navio estava seguro e que não se tratava de uma doença infecciosa — hipótese descartada após os testes laboratoriais confirmarem o vírus.

  • Bloqueio Sanitário: O navio permaneceu isolado próximo a Cabo Verde para investigações iniciais.

  • Protocolo na Espanha: O governo espanhol determinou que, ao atracar nas Ilhas Canárias, os passageiros assintomáticos serão repatriados, enquanto cidadãos espanhóis deverão cumprir quarentena obrigatória em Madri.

A Variante Andina e o Risco de Transmissão

Especialistas identificaram que o surto foi causado pela variante andina do Hantavírus. Diferente de outras cepas transmitidas exclusivamente por roedores (via fezes e urina), a variante andina é a única conhecida com potencial de transmissão entre humanos, embora o contágio exija contato muito próximo e prolongado.

Apesar da gravidade dos casos a bordo, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o risco de uma disseminação global (pandemia) é considerado baixo.

Contexto no Brasil

No Brasil, o Ministério da Saúde mantém vigilância constante. O último caso registrado no país ocorreu em 2024, em Mato Grosso. Autoridades reforçam que, embora o episódio no cruzeiro exija atenção das fronteiras, não há, até o momento, risco elevado para a população brasileira em geral, dado o caráter isolado do evento no MV Hondius.

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