Surto de Hantavírus em cruzeiro de luxo deixa três mortos e mobiliza a OMS
A embarcação, que partiu de Ushuaia, na Argentina, no dia 1º de abril com destino à Espanha, tornou-se o centro de uma investigação epidemiológica da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Divulgação Um surto de Hantavírus a bordo do navio MV Hondius, operado pela holandesa Oceanwide Expeditions, mobiliza autoridades sanitárias internacionais após a confirmação de três mortes. A embarcação, que partiu de Ushuaia, na Argentina, no dia 1º de abril com destino à Espanha, tornou-se o centro de uma investigação epidemiológica da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Até o momento, as vítimas fatais são um casal holandês e um turista alemão. Outros passageiros infectados estão internados em estado grave em hospitais na África do Sul e na Suíça.
Cronologia e Isolamento
O pânico a bordo aumentou após a divulgação de um vídeo do dia 12 de abril, no qual o capitão Jan Dobrogowski comunicava a primeira morte. Na ocasião, acreditava-se que o navio estava seguro e que não se tratava de uma doença infecciosa — hipótese descartada após os testes laboratoriais confirmarem o vírus.
Bloqueio Sanitário: O navio permaneceu isolado próximo a Cabo Verde para investigações iniciais.
Protocolo na Espanha: O governo espanhol determinou que, ao atracar nas Ilhas Canárias, os passageiros assintomáticos serão repatriados, enquanto cidadãos espanhóis deverão cumprir quarentena obrigatória em Madri.
A Variante Andina e o Risco de Transmissão
Especialistas identificaram que o surto foi causado pela variante andina do Hantavírus. Diferente de outras cepas transmitidas exclusivamente por roedores (via fezes e urina), a variante andina é a única conhecida com potencial de transmissão entre humanos, embora o contágio exija contato muito próximo e prolongado.
Apesar da gravidade dos casos a bordo, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o risco de uma disseminação global (pandemia) é considerado baixo.
Contexto no Brasil
No Brasil, o Ministério da Saúde mantém vigilância constante. O último caso registrado no país ocorreu em 2024, em Mato Grosso. Autoridades reforçam que, embora o episódio no cruzeiro exija atenção das fronteiras, não há, até o momento, risco elevado para a população brasileira em geral, dado o caráter isolado do evento no MV Hondius.



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