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“Relação de Bolsonaro com milícias se dava por meio de Queiroz”, diz Freixo

Deputado do PSol afirmou que acredita em um desfecho próximo sobre o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco

29/06/2020 10h19
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Por: Fernanda Souza Fonte: Metrópoles
Reprodução
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O deputado Marcelo Freixo (PSol-RJ) é um dos mais profundos conhecedores das milícias que atuam hoje no país, em especial no Rio de Janeiro, berço deste tipo de organização criminosa. Em 2008, então deputado estadual, ele presidiu a CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que identificou e indiciou 240 pessoas e serviu para mudar a opinião das pessoas sobre essas organizações – que, até então, eram vistas como “mal menor” para a segurança da capital fluminense.

A velha briga veio parar em Brasília. Hoje, na Câmara dos Deputados, Freixo é opositor de um velho conhecido: o presidente Jair Bolsonaro. Ele também frequenta o mesmo ambiente de trabalho de dois filhos parlamentares do presidente, Eduardo, que é deputado federal, e o senador Flávio Bolsonaro. Enquanto Freixo conduzia as identificações dos integrantes das milícias, Flávio, que também era deputado estadual, fazia suas homenagens públicas e distribuía honrarias aos citados no relatório final de CPI.

Em entrevista ao Metrópoles, Freixo aponta a relação do clã Bolsonaro com essas organizações. “O Bolsonaro deu uma entrevista defendendo a legalização das milícias. Como alguém legaliza máfia até hoje eu não consegui entender por parte do presidente. Mas ele diz isso abertamente”, aponta Freixo, lembrando o momento em que apresentou seu relatório final para todo o país.

“Milícia é o único grupo criminoso no Rio que transforma domínio territorial em domínio eleitoral. É uma máfia. Eles se organizam como máfia e têm projeto de poder. Eles elegem, eles chegam no poder. É diferentes de outros grupos criminosos, que também têm que ser enfrentados, mas não têm projeto de poder”, destacou.

Freixo falou da relação de Bolsonaro com o ex-assessor Fabrício Queiroz, preso há mais de uma semana em um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, pertencente ao então advogado do presidente e de seu filho Flávio, Frederick Wassef. Queiroz é peça-chave da polícia para concluir o inquérito das “rachadinhas”, esquema que supostamente vigorava em gabinetes da Alerj, entre eles o do então deputado Flávio Bolsonaro.

“Não vou ser irresponsável e dizer que Bolsonaro é chefe de milícia. Não! Mas que ele defende milícia e sempre defendeu, sim. Que ele tem relação com Queiroz e que Queiroz tem relação com milícias, sim. Queiroz fazia campanha da família Bolsonaro dentro das áreas de milícias. O Queiroz leva para dentro do gabinete do Flávio Bolsonaro o grande esquema de corrupção envolvendo seus parentes, inclusive no gabinete do próprio Bolsonaro, com uma das filhas de Queiroz, que trabalhava como laranja e repassava o dinheiro ao pai. Mais que isso, Queiroz leva familiares do Adriano da Nóbrega, assassinado na Bahia e chefe do escritório do crime. Então, sem dúvida alguma, há relação entre Jair Bolsonaro, Queiroz, milícia e escritório do crime. Isso se dá através das relações de Queiroz, homem de confiança de Jair Bolsonaro com as milícias do Rio de Janeiro.

“Às vezes você não precisa ser dono de uma atividade criminosa para estar muito próximo e envolvido com o crime”, apontou.

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