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Doença misteriosa

Corpo de adolescente é exumado para análise de doença misteriosa

Fabrícia Garcia, de 16 anos, morreu na última sexta-feira (6). Ela foi a quinta vítima da doença misteriosa que tem se manifestado na mesma família desde setembro deste ano

11/12/2019 10h21
Por: Fernanda Souza
Fonte: Portal Atualizado
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Reprodução
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A Prefeitura do município de Codajás, a 240 quilômetros de Manaus, divulgou, em nota nas redes sociais na tarde desta terça-feira (10), que desde a última segunda-feira (9), uma equipe de peritos da Polícia Civil desembarcou no município para cumprir autorização judicial e realizar a exumação de corpo e coleta de material de Fabrícia Garcia, de 16 anos, que morreu em decorrência de uma doença ainda não identificada que estaria vitimando membros de uma mesma família na cidade.

A exumação do corpo da jovem ocorreu na manhã da última segunda-feira (9), em cumprimento à ordem judicial emitida pelo Juiz da Comarca, Geildson Souza. Para cumprir a determinação, o corpo de Fabrícia, que faleceu na última sexta-feira (6), sepultado sem diagnóstico definitivo da causa da morte, foi exumado e analisado para determinação do motivo do óbito.

De acordo com o secretário municipal de Saúde de Codajás, a família não permitiu que os peritos fizessem o exame de necropsia após o falecimento da jovem, mas o hospital em que ela estava internada coletou saliva, fios de cabelo e amostras de sangue. Os materiais foram encaminhados à Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).

"A necropsia seria fundamental para elucidar a causa das mortes, uma vez que, no decorrer do período de toda investigação, (in loco), foram apontados vários fatores concorrentes para as mortes, entre estes, arsênico. Uma possibilidade evidente de envenenamento", concluiu a Secretaria de Saúde de Codajás. A informação foi repassada pelo órgão por meio de nota.

Assim como ela, outras quatro pessoas do mesmo vínculo familiar morreram subitamente, em curto período de tempo e sem explicações definidas. Foram elas: Ícaro Gabriel da Silva, de oito meses; Célio Vinícius da Silva Marques, 11 meses (falecido); Ryan da Silva Silveira, 5 anos (falecido) e Cauã Pietro de Araújo Oliveira, 6 anos (falecido).

Após a exumação e análise laboratorial, o corpo foi novamente sepultado.

Na manhã do último sábado (7), Lucas Trindade, de 21 anos, e uma adolescente de 14 anos, que não teve o nome informado, ambos da família, também foram internados apresentado os sintomas de vômito, enjoo, visão turva e fraqueza.

Investigação

A Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas (FVS-AM), que investiga as mortes que ocorrem desde setembro deste ano, descartou a suspeita de doença infecciosa ou de agravo que possa atingir a população em geral.

A instituição trabalha com a hipótese de intoxicação no ambiente doméstico da família. Uma equipe técnica de epidemiologistas e sanitaristas do órgão e um infectologista da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) esteve no município e o material coletado foi enviado para análise em um laboratório de referência em Belém (PA).

Segundo a FVS-AM, no último sábado (7), foi realizada uma reunião que acolheu técnicos do Ministério da Saúde que irão compor a equipe de investigação.

Na reunião, a diretora-presidente da FVS, Rosemary Costa Pinto, apresentou um novo relatório emitido pelo órgão. Conforme o relatório, Maria Luiza, uma das crianças que estava sendo acompanhada pela FVS em Manaus, recebeu alta na sexta-feira (6) do Pronto-Socorro da Criança da Zona Oeste, onde estava internada desde o último dia 3 de dezembro.

Rauane Vitória, de 12 anos, que estava internada no Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste, recebeu alta no último sábado.

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