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Feminicídio?

Prints indicam que Thalita Vieira pode ter sido assassinada pelo companheiro; veja

O PM apontado como ex-esposo de Thalita deve ser afastado de suas funções e ser preso a qualquer momento.

03/12/2019 11h43Atualizado há 3 dias
Por: Portal Holofote
Fonte: Portal Canal Livre
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Arquivo/Internet
Arquivo/Internet

A jovem Thalita Vieira, 20, teve sua morte confirmada na madrugada do último domingo (24), após dar entrada no HPS 28 de Agosto, em Manaus, com um ferimento de bala na região da cabeça.

Entenda o caso

Segundo relatos de amigos, a vítima estaria voltando de um bar por volta de 00h00 após a final da Copa Libertadores. Ela estava dentro do veículo do seu companheiro, identificado como David Sales Moreira, 35, que é policial militar, lotado no Batalhão da Força Tática, quando eles teriam tido um desentendimento em frente ao Amazonas Shopping Center. Segundo o relato de seu companheiro, nesse momento Thalita teria pegado uma arma e disparado contra a própria cabeça. Thalita era irmã gêmea de Lia e ambas são naturais da cidade de Alenquer, no oeste do Pará.

Ao fazer o registro do boletim de ocorrência, o PM informou não saber a origem da arma usada pela jovem e também não soube informar a placa do veículo que conduzia, modelo HB20.

Confira o Boletim de Ocorrência na íntegra abaixo:

Versões Geram dúvidas

Nesta semana, o caso ganhou outra versão após relatos de pessoas anônimas informando que o próprio policial teria apontado a arma para a jovem, quando ocorreu um disparo.

Para os amigos, ela teria sido vítima de feminicídio. Conversas divulgadas com exclusividade pela página do Portal Canal Livre no Facebook mostram que Thalita desabafava sobre seu relacionamento com um amigo por meio do Messenger da rede social. Nos textos, ela fala sobre a relação abusiva, ciúme excessivo por parte do companheiro e sobre ser humilhada e coagida pelo PM. “Presenciei o caso daquela advogada que foi morta pelo companheiro, isso me deixou pensativa”, escreveu Thalita em um dos trechos do diálogo. “Me intimida por ele está sempre armado”, disse ela em outro momento da conversa.

As conversas aconteceram em diferentes datas, sendo os últimos registros no início desse ano.

Em outro trecho dos diálogos, Thalita diz que já havia relatado a situação para “amigas” e viu falta de interesse por parte delas. Disse ainda que nunca contou para sua mãe, pois ela estava sofrendo um princípio de depressão devido a problemas familiares. “Eu não quis importunar ela com meus problemas”, disse a jovem.

Confira com exclusividade os print’s enviados pelo amigo da vítima:

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