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Julgamento

'Ninguém tem o direito de matar, mas também não é obrigado a morrer' diz advogado de Sotero

Cláudio Dalledone seguiu a estratégia de tentar convencer o Júri de que Gustavo Sotero agiu em legítima defesa. A decisão sobre o julgamento deve ser anunciada ainda na noite desta sexta-feira (29).

29/11/2019 18h59
Por: Jéssyca Lorena
Fonte: A Crítica
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Divulgação
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Com o auditório lotado por familiares e amigos do réu Gustavo Sotero e da vítima Wilson Justo Filho, além de estudantes de Direito, a defesa do delegado usou de vários recursos, na tarde desta sexta-feira (29), para convencer o conselho de sentença de que ele agiu em legítima defesa.

O experiente advogado Cláudio Dalledone usou de toda a sua expertise para mostrar que o réu, seu cliente, agiu para salvar a própria vida.

Por várias vezes, o advogado fez uso de encenação teatral do ataque que Sotero sofreu e que, segundo ele, o levou a sacar a sua arma, uma pistola calibre PT .40 e atirar no advogado Wilson Filho.

Dalledone, durante a sua fala de defesa, também tentou derrubar a classificação de tentativa de homicídio e convertê-la para lesão corporal pelos tiros que atingiram as também vítimas Fabíola, Yuri e Mauricio.

O advogado também destacou o que ele chamou de “tropa de elite da Ordem dos Advogados do Brasil”, de ter se voltado para condenar o réu.

Dalledone encerrou a sua fala pedindo justiça e dizendo que ninguém tem o direito de matar, mas também não é obrigado a morrer. Para Sotero, o advogado lembrou a frase que Jesus falou antes de morrer: “perdoe porque eles não sabem o que fazem”.

Por decisão do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), não haverá réplica e, agora, o conselho de sentença se recolhe para a votação. A previsão do juiz Celso de Paula é que até as 20h saia o veredito do Júri.

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