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Crime organizado

Bando estudou livro da Lava Jato para desviar R$ 3 milhões em Manaus

Três funcionários de uma faculdade eram os responsáveis pelo golpe, segundo a polícia. Prisão deles foi solicitada, mas negada pela Justiça do Amazonas; frutos do desvio foram apreendidos nesta sexta-feira

14/09/2019 10h51
Por: Portal Holofote
Fonte: Portal A Crítica
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Patrick Marques/G1 AM
Patrick Marques/G1 AM

Um esquema criminoso praticado por funcionários de uma Instituição de Ensino Superior (IES), localizada na zona centro-sul de Manaus, foi desarticulado pela polícia. Os suspeitos se especializaram no crime por meio de um livro sobre a Operação Lava Jato. O prejuízo da empresa está estimado em R$ 3 milhões.

De acordo com o titular do 23° Distrito Integrado de Polícia (DIP), delegado  Henrique Brasil, o esquema acontecia desde o ano de 2017, por meio de uma fraude no sistema financeiro da faculdade. Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos ao logo da manhã desta sexta-feira (13), em zonas distintas de Manaus. As ordens judiciais foram expedidas nos meses agosto e setembro deste ano, pelo juiz Rivaldo Matos Norões Filho, da 1ª Vara Criminal. 

Ainda de acordo com o delegado, foram apreendidos documentos  dos envolvidos, além de objetos de compra e venda de terrenos e casas, documentos fiscais, faturas de cartão de crédito com altos valores, diversos comprovantes de depósitos realizados no mesmo dia do desvio, com valores inferiores a R$ 10 mil, visando enganar a fiscalização, que caracteriza lavagem de dinheiro. 

"O esquema era feito da seguinte maneira: quando se recebia o dinheiro, ele era colocado em uma sigla específica que era um dinheiro desviado e, ao final do dia, era apresentado oficialmente para a faculdade como um valor arrecadado. Operadores de caixa junto com o coordenador do sistema fraudulento desviavam a outra parte do dinheiro. Eles eram todos amigos, viajavam juntos. Eles demonstravam vida e patrimônio incompatível com o salário que eles recebiam. Nossa operação trouxe computadores, relógios, drone e diversos outros materiais apreendidos", explicou. 

Comforme o delegado adjunto do DIP, Edgar Moura, o crime era conduzido por três funcionários: uma operadora de caixa, um programador de site  e o irmão do programador, que lavava o dinheiro. O atual programador de sistemas da faculdade que descobriu que haviam irregularidades no sistema financeiro. Ainda conforme Edgar, foi solicitado mandados de prisão em nome dos envolvidos para a Justiça, porém o poder judiciário, no momento, entendeu que eles não deviam ser presos. A Polícia Civil continua investigando o caso, em busca de identificar outras pessoas no crime.

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