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Feminicídio

‘Fui tomado pelo ódio’, diz homem que matou a ex por ciúmes

Jhonnatan Neto deu duas facadas em Lilian Cristina, porque não aceitava o novo relacionamento dela

12/09/2019 13h04
Por: Jéssyca Lorena
Fonte: Metrópoles
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Reprodução
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“Fui tomado pelo ódio”. Com essa frase, o caseiro Jhonnatan Neto, 36 anos, tentou explicar à polícia o motivo de ter assassinado, a facadas, a ex-companheira Lilian Cristina da Silva Nunes, 25. O crime aconteceu na manhã desta quinta-feira (12/09/2019), no Núcleo Rural Boqueirão, no Paranoá. A vítima foi pega de surpresa, quando tentava conversar com o agressor. Sem chance de defesa, levou duas facadas, segundo os vizinhos que a socorreram. Levada ao Hospital Regional do Paranoá (HRPa), a jovem não resistiu aos ferimentos e morreu.

Em depoimento na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), Jhonnatan Neto contou que ficou preso sete anos por roubo e teria conhecido a vítima em um dos saidões, há cerca de um ano. De acordo com o suspeito, os dois decidiram morar juntos há quatro meses, quando começaram a trabalhar na chácara em que o crime aconteceu. O assassino confesso disse que, há 15 dias, os dois brigaram e decidiram dormir em cômodos separados: Lilian no quarto e ele na sala. Para evitar contato, os ambientes eram divididos por um forro de PVC.

Ainda segundo o agressor, a mulher teria iniciado outro relacionamento com um colega de escola. Para Jhonnatan, foi o estopim. “Quando fui tomar satisfação, ela me chamou de corno. Fui tomado pelo ódio”, relatou aos policiais. Em seguida, disse que perdeu o controle da situação, encontrou a faca perto de uma porteira e atingiu Lilian. “Estou com remorso. Ficou um vazio. Amo muito ela”, lamentou.

Um agente penitenciário que estava no local conteve o homem fazendo dois disparos para cima. Ele socorreu a mulher no próprio carro. Em seguida, retornou à chácara do crime e conduziu o assassino à delegacia. Jhonnatan foi autuado em flagrante.

A princípio, o caso está sendo investigado como feminicídio. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública no DF, de janeiro a agosto deste ano, foram registrados 19 feminicídios na capital do país.

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