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Reconhecimento

Esportistas do AM buscam reconhecimento fora do estado

Falta de apoio e infraestrutura são alguns dos motivos que levaram os atletas amazonenses a abandonarem a carreira no Amazonas

19/06/2019 18h47
Por: Jéssyca Lorena
Fonte: Em Tempo
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Divulgação
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Atletas de esportes diferentes, mas que compartilham uma mesma história, o talento não reconhecido no Amazonas. Judocas e  Lutadores Olímpicos encontraram em outros estados do Brasil a chance de impulsionar a carreira no esporte.

Residente em Belo Horizonte há mais de um ano, a judoca amazonense Maria Taba, 19 anos, conta que o esporte, para ela, é encarado como uma profissão, por esse motivo ela decidiu investir na carreira em outro estado e, hoje, compete representando o estado de Minas Gerais. 

“A minha relação com esporte iniciou quando eu tinha quatro anos de idade, foi meu pai quem me matriculou nas aulas de judô. Desde então, eu enxergo o esporte como a minha profissão, porque é disso que vivo. Decidi mudar para Belo Horizonte porque no Amazonas falta apoio do governo e estrutura para os atletas se desenvolverem, além de que o Amazonas é longe de tudo. Aqui eu recebo ajuda de custo do clube, por isso pretendo continuar aqui para seguir carreira”, afirma a atleta amazonense que já participou de várias competições brasileiras e dois mundiais representando o Brasil. 

Falta de reconhecimento de atletas

Já para o lutador olímpico Kenedy Pedrosa, de 24 anos, que mora no Rio de Janeiro há seis anos, o Amazonas oferece uma boa infraestrutura para os atletas, mas erra ao não promover iniciativas de remuneração para técnicos do esporte.

“No Amazonas nós temos espaço, mas não temos ajuda de custa para os professores. Os técnicos, às vezes,  são de outros países. Por exemplo, na Vila Olímpica de Manaus, os alunos que ajudam a pagar os professores. Já no Rio de Janeiro, os técnicos têm salário e são reconhecidos pela importância do trabalho”, comenta o lutador. 

Dentre os motivos que fizeram o atleta amazonense a fixar residência no Rio está a ausência de professores na modalidade na qual ele compete. Ele iniciou no esporte com 15 anos e o professor Anderson Alves foi que incentivou a seguir esta carreira. Kenedy ganhou competições no Amazonas, mas foi para o Rio aprimorar as técnicas e representar o Amazonas.

A modalidade de lutas olímpicas e dividida em duas vertentes: estilo livre e greco-romana. A diferença entre as duas, porém, é muito simples de ser entendida. Os praticantes de greco-romana não podem utilizar as pernas para aplicar os golpes, enquanto o estilo livre permite o uso dos membros inferiores.

"Eu vim para o Rio de Janeiro porque pratico a greco-romana e em Manaus ela não existe. Em 2013 teve um projeto para vir morar no Rio e se desenvolver como atleta. Desde o ano passado os atletas que vieram de outros estados se tornaram titulares seniores. Eu, por exemplo, fiz seletivas para o jogo pan-americanos, em Lima, participei do Campeonato Universitário, em Brasília e vou para a competição na China pela Marinha”, afirma o lutador olímpico que disputa as competições representando o Amazonas.

Em busca do sonho

A promessa de ser um vencedor no esporte fez com que o lutador de Jiu-jitsu Dima Moraes, de 23 anos, fosse para São Paulo há seis meses para aproveitar as maiores oportunidades na região Sudeste do país.  A falta de incentivo financeiro para os atletas amazonenses também influenciou a decisão do atleta.

“Em Manaus, eu já recebi apoio do Governo, mas quando trocou o secretário eu perdi os incentivos. Eu moro há seis meses em São Paulo e aqui as competições valem dinheiro. No Amazonas, as competições premiam com kimono, por exemplo. Quando eu luto, represento o estado de São Paulo, mas todos sabem que sou amazonense. Eu vim para cá com a promessa de realizar um sonho”, relata o lutador.

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