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Carnaval
Adolescente morto em guerra de bate-bolas tinha teste marcado no Flamengo
Kauan Ramiro Antônio, de 14 anos, vendia mate na Praia de Ipanema com o padrasto nos fins de semana e assim conseguiu comprar a sua chuteira: 'O sonho do meu filho acabou', disse padrasto
05/03/2019 14h04Atualizado há 3 meses
Por: Larissa Botelho
Fonte: O dia
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Divulgação
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Morto na noite de domingo durante tiroteio entre grupos de bate-bolas, em Marechal Hermes, Kauan Ramiro Antônio, de 14 anos, vendia mate na Praia de Ipanema com o padrasto nos fins de semana.

Foi assim que ele conseguiu dinheiro para comprar a sua chuteira. Apaixonado por futebol, o adolescente tinha o sonho de ser jogador profissional e, segundo a família, estava com teste agendado no Flamengo para o dia 1 de abril.

"Essas turmas de bate-bola têm que acabar. Eles saem no Carnaval para destruir famílias. O sonho do meu filho acabou. Já estávamos com o documento do colégio em mãos para levar ao clube na próxima segunda-feira, quando ele faria os testes físicos", disse o padrasto de Kauan, o vendedor Alexandre Ribeiro dos Santos, de 30 anos.

Era com ele que Kauan saía de Marechal Hermes, onde morava, para ir à Praia de Ipanema vender mate. E também jogar altinha, que, junto com as partidas de futebol, era sua atividade preferida. Enquanto fala sobre a aptidão do enteado para o esporte, o padrasto mostra fotos no celular de momentos em que Kauan se divertia na praia com a bola. Em uma delas, o adolescente salta no ar para dar um voleio. Em outra, mostra orgulhoso um troféu que recebeu. "Nesse dia da foto ele foi campeão de altinha na praia", contou Alexandre.

Da mesma forma que comprou a chuteira, Kauan conseguiu montar sua fantasia para o Carnaval deste ano. Com o dinheiro dos mates vendidos na praia, ele conseguiu montar o uniforme completo da turma de bate-bola "Eternidade", que havia acabado de chegar na Rua Carolina Machado, em Marechal Hermes, quando as turmas do Cobra e Camélias se enfrentaram a tiros.

"O grupo do Kauan era de dança. São grupos que usam sombrinha decorada e ursinho na mão. E não tem nada a ver com as turmas que saem de porrete e bexiga, que são os grupos de morte. A turma do meu sobrinho disputava os concursos de beleza da RioTur", disse o tio de Kauan.

Segundo ele, a turma do Cobra vinha atrás do grupo Eternidade, em que Kauan estava, quando os tiros começaram. "Alguém da Eternidade disse que a turma do Cobra estava usando o grupo como escudo. Então, os membros da Eternidade abriram para a turma do Cobra passar. Logo na sequência os tiros começaram e meu sobrinho recebeu um tiro fatal na cabeça", contou o tio Carlos Nobre.

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