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Jovem Aprendiz

AM tem mais de 2,9 mil jovens aprendizes contratados no 1º semestre de 2018

Estado ainda tem somente 25,96% das vagas de jovem aprendiz do potencial do mercado

17/08/2018 15h45Atualizado há 11 meses
Por: Jéssyca Lorena
Fonte: G1/AM
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O primeiro semestre de 2018, o Amazonas teve 2.933 jovens aprendizes ingressando no mercado de trabalho. O estado foi o segundo que mais contratou estudantes de forma temporária no Norte do Brasil entre janeiro e junho deste ano. Porém, o número de oferta de oportunidades para jovem aprendiz no estado representa pouco mais de 25% do potencial de vagas que as instituições e empresas poderiam disponibilizar. O balanço de aprendizagem profissional foi divulgado nesta semana pelo Ministério do Trabalho.

Embora o resultado entre os estados da região tenha sido um dos melhores, o número de vagas ofertas e ocupadas ai abaixo do potencial de contratação de jovens aprendizes do Amazonas. Segundo o Ministério do Trabalho, o potencial existente é de contratação de 11.299 mil pessoas, mas somente 25,96% desse número realmente se tornaram vagas de contratação temporária.

Balanço Nacional

O Brasil contratou mais de 227 mil jovens por meio da Lei da Aprendizagem Profissional no primeiro semestre do ano. Um balanço apresentado pelo Ministério do Trabalho indica a admissão de 227.626 trabalhadores na condição de aprendizes entre janeiro e junho de 2018. Os estados que mais contrataram foram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

De acordo com a legislação, todas as empresas de médio e grande portes devem manter em seus quadros de funcionários adolescentes e jovens entre 14 e 24 anos na modalidade de aprendiz. Para os aprendizes com deficiência não há limite máximo de idade. As cotas variam de 5% a 15% por estabelecimento, excluídas as funções que não entram para o cálculo da cota de aprendizagem. O Brasil já contabiliza 3.460.904 aprendizes contratados desde 2005, quando a lei foi regulamentada pelo Decreto 5598.

O Contrato de Aprendizagem é um acordo de trabalho especial, ajustado por escrito, com anotação na carteira de trabalho, e prazo determinado de até dois anos. O aprendiz tem direitos trabalhistas e previdenciários. A remuneração é baseada no salário mínimo, mas proporcional ao número de horas cumpridas. A jornada de trabalho permitida é de no máximo seis horas diárias para aqueles que ainda não concluíram o Ensino Fundamental e oito horas diárias para os que já o concluíram.

Setores e ocupações

Entre os setores que mais contrataram aprendizes no primeiro semestre do ano estão:

Indústria da Transformação: 58.768 admissões;

Comércio: 57.789.

As ocupações com mais oportunidades para os jovens foram as de auxiliar de escritório e assistente administrativo. Mais de 50% de todas as contratações ocorreram nessas áreas. Tiveram destaque também as funções de vendedor do comércio varejista, repositor de mercadoria e mecânico de manutenção de máquinas.

Ocupação por gênero

Do total de aprendizes contratados no primeiro semestre do ano, 118.520 são do sexo masculino (52,07%) e 109.106 do sexo feminino (47,93%). Em apenas em três estados o número de mulheres contratadas superou o de homens: Amapá, Pernambuco e Rio Grande no Norte.

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