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12/04/2018 ás 07h28 - atualizada em 14/04/2018 ás 11h55

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Manaus / AM

Laboratórios de Ciências e Tecnologia podem ser obrigatórios em escolas públicas
A medida está prevista no projeto de lei protocolado pelo deputado federal professor Gedeão Amorim (MDB), de Manaus.
Laboratórios de Ciências e Tecnologia podem ser obrigatórios em escolas públicas
Arquivo/Internet

As escolas públicas de ensinos Fundamental e Médio de todo o País  podem ser obrigadas a ter em sua estrutura física laboratórios e ferramentas de trabalho nas áreas de Informática e Biologia. A medida está prevista no projeto de lei protocolado pelo deputado federal professor Gedeão Amorim (MDB), que modifica a Lei nº 9.394/1996, acrescentando o artigo 27-A.


“O projeto tem o objetivo de garantir o acesso ao saber e estabelece que cada escola pública de Ensino Fundamental e Médio do Brasil conte obrigatoriamente com laboratórios de ensino de Informática e Biologia”, explicou Gedeão. Ele destacou que, atualmente, muitas escolas públicas ainda não dispõem de um espaço físico para realizar a construção desses laboratórios tão importantes na formação dos alunos.


“Pensando na melhoria do aprendizado dos estudantes dos ensinos Fundamental e Ensino Médio, e, também, em um melhor desenvolvimento tecnológico, decidi apresentar para a bancada esse projeto de lei que torna obrigatório a implantação de laboratórios nas áreas que se especifica em todas as escolas públicas de ensino fundamental e médio do país”, destaca Gedeão.


Capacitação


Gedeão Amorim ressalta que somente a introdução de laboratórios equipados com computadores e softwares com jogos computacionais, por si só, não garantirá a tão esperada inclusão digital nem a melhoria na qualidade do ensino. O parlamentar afirma que o professor tem importância fundamental nesse processo.


 “Se a atitude de incluir tais ferramentas não estiver responsavelmente vinculada a uma política séria de formação docente, pode inclusive gerar dificuldades para os agentes envolvidos nesse processo de construção do conhecimento”, aponta o deputado federal.


Ainda de acordo com Gedeão, esta ação só terá efeito concreto se os professores assumirem tais recursos com o elementos que podem contribuir na dinâmica do processo ensino-aprendizagem e na reconstrução de um novo modelo de escola.


Realidade


O Censo Escolar 2017, lançado em janeiro deste ano, pelo Ministério da Educação (MEC), mostra que as escolas brasileiras ainda têm deficiências quando o quesito é infraestrutura. No caso das escolas que oferecem ensino fundamental, apenas 41,6% contam com rede de esgoto, e 52,3% apenas com fossa. Em 6,1% delas, não há sistema de esgotamento sanitário.


A pesquisa aponta a disponibilidade desse tipo de serviço como o principal gargalo, especialmente no Acre, Amazonas, Pará e Roraima, onde a situação sanitária é mais problemática.


Segundo o censo, a tecnologia não está acessível aos estudantes em cerca da metade das escolas de ensino fundamental. Conforme o censo, “a presença de recursos tecnológicos como laboratórios de informática e acesso à internet ainda não é realidade para muitas escolas brasileiras. Apenas 46,8% das escolas de ensino fundamental dispõem de laboratório de informática; 65,6% das escolas têm acesso à internet; em 53,5% das escolas a internet é por banda larga”

FONTE: Assessoria de Imprensa

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