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07/04/2018 ás 18h34 - atualizada em 08/04/2018 ás 17h30

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Manaus / AM

Preso: ex-presidente Lula se entrega à Polícia Federal
O destino de Lula, agora, é mantido em sigilo por questões de segurança. Há um jatinho da PF à espera dele no Aeroporto de Congonhas (SP)
Preso: ex-presidente Lula se entrega à Polícia Federal
Daniel Ferreira/Metrópoles

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a sede do Sindicato dos Metalúrgicos às 18h40 deste sábado (7/4). Foi a segunda tentativa de o político sair do edifício para se entregar à Polícia Federal. Na primeira, por volta das 17h, ele ficou 10 minutos dentro de um carro e precisou voltar ao prédio, pois um grupo mais radical de militantes cercou o prédio e não permitiu a passagem do veículo.


Para conseguir ir ao encontro dos agentes federais, ele caminhou por dentro do pátio do sindicato e foi a pé até um veículo da Polícia Federal, estacionado na lateral do prédio, cumprindo o acordo com a corporação de que iria se apresentar espontaneamente. O destino de Lula é a Superintendência da Polícia Federal, onde será submetido a exame de corpo de delito – procedimento obrigatório antes da detenção. Não se sabe se ele pernoita no local ou se, após o exame, seguirá para o aeroporto de Congonhas, onde um jatinho da PF passou o dia de prontidão para levá-lo à Curitiba (PR), onde cumprirá a pena.


Houve empurra-empurra quando Lula deixou o prédio (foto em destaque) onde se entrincheirou desde a noite de quinta-feira (5/4), data na qual o juiz federal Sérgio Moro deu ordem para início imediato da pena do ex-presidente. Militantes brigaram; hostilizaram jornalistas e xingaram a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, que mais cedo alertou os problemas jurídicos caso Lula não cumprisse o acordo com a PF.


O ex-presidente foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de cadeia, por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá (SP). Quando, enfim, o carro da PF conseguiu partir da rua da entidade sindical, deixou para trás, além da confusão, uma multidão de simpatizantes do líder petista em prantos.


O impasse sobre a entrega de Lula durou toda a tarde. Centenas de militantes deram os braços e formaram um cordão humano com o intuito de impedir que o ex-presidente saísse do edifício. Por volta das 17h50, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, subiu ao carro de som em frente ao sindicato, em São Bernardo do Campo (SP), para informar a militância as consequências caso Lula não se entregasse. Ele seria responsabilizado e poderia ter a prisão preventiva decretada.


Ao assinar a ordem de prisão de Lula, Sérgio Moro concedeu vantagens ao ex-presidente caso ele se entregasse voluntariamente, como não ser preso com algemas e ficar em cela especial.Para isso, entretanto, teria que se apresentar até as 17h de sexta (6).


A expectativa dos petistas era que Lula ficasse no sindicato até segunda (9). Mas a estratégia não deu certo. A PF só concordou com que ele participasse de uma celebração em memória da ex-primeira-dama Marisa Letícia, na manhã de hoje. O ex-presidente aproveitou para falar à multidão que cercava o sindicato. Por volta das 13h, ele disse que se entregaria para provar sua inocência. “Entro de cabeça erguida. Saio de peito estufado”, gritou ao falar da prisão.


Ao falar em público pela primeira vez após mais de 40 horas entrincheirado no sindicato, o petista fugiu do tradicional vermelho e escolheu uma camiseta azul-marinho e calça jeans. Ao lado de lideranças do Partido dos Trabalhadores, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o líder esquerdista fez questão de relembrar o legado educacional dos seus oito anos de governo. “Eu tenho o profundo orgulho de ser o primeiro presidente da República sem diploma universitário, mas fui o presidente que mais construí universidades”.


Alternando brincadeiras e falas carregadas de raiva, Lula chegou a propor um desafio a Moro e, embora discordasse da prisão, disse não estar “acima da Justiça”. “Queria fazer um debate com o Moro sobre a denúncia, para que ele me mostrasse as provas”. Ele garantiu, ainda, que não vai resistir à ordem de prisão: “Eu vou cumprir o mandado”.

FONTE: Metrópoles

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