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Economista é vaiado ao falar que país desperdiça dinheiro com Zona Franca
Roberto Castello Branco, economista e diretor da FGV Crescimento e Desenvolvimento, centro de estudos da Fundação Getúlio Vargas, foi vaiado pelo público ao afirmar que a ZF representou um desperdício de dinheiro para o país.
Portal Holofote Manaus - AM
Postada em 28/11/2017 ás 19h04 - atualizada em 29/11/2017 ás 17h51
Economista é vaiado ao falar que país desperdiça dinheiro com Zona Franca

Foto: Reinaldo Canato/Folhapress

 


Os gastos do país com a manutenção da Zona Franca de Manaus provocou discussão entre especialistas e autoridades durante debate sobre os 50 anos da implantação daquele polo industrial.


Roberto Castello Branco, economista e diretor da FGV Crescimento e Desenvolvimento, centro de estudos da Fundação Getúlio Vargas, foi vaiado pelo público ao afirmar que a ZF representou um desperdício de dinheiro para o país.


A notícia foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, um dos maiores do país.


Segundo ele, os custos sociais do polo industrial alocado em Manaus, que recebe incentivos fiscais do governo federal, são elevados e trazem benefícios questionáveis.


"Em 2016, o custo da Zona Franca foi de 20% dos gastos com educação ou saúde, de 6,6 vezes os incentivos com inovação e pesquisa e de 2,2 vezes os gastos do governo com segurança pública", afirmou, citando dados do Ministério da Fazenda.


Ao mesmo tempo, disse Castelo Branco, a renda média dos habitantes da capital amazonense está entre as mais baixas do país, além de a região enfrentar problemas graves de saneamento básico e ter baixo rendimento per capita.


Castello Branco criticou ainda o fato de o polo não exportar seus produtos e produzir apenas bens duráveis, sujeitos à volatilidade dos ciclos econômicos. "Cinquenta anos é tempo suficiente para avaliar os resultados de um projeto. O Brasil moderno não suporta mais que se tire recursos da sociedade para fazer gastos improdutivos."


O prefeito de Manaus (PSDB-AM), Arthur Virgílio, o superintendente da Zona Franca de Manaus, Appio da Silva Tolentino, e o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, Nelson Azevedo, que também integravam a mesa, rebateram as afirmações.


Virgílio disse que a visão do economista estava equivocada e recebeu aplausos ao afirmar que os recursos gerados pela Zona Franca foram os principais responsáveis pela manutenção de 98% da floresta nativa do Estado e que o polo industrial financia a vida dos amazonenses do interior do Estado.


O prefeito, no entanto, admitiu a existência de defeitos que precisam ser corrigidos. "Devemos virar também um polo exportador de produtos, e para isso precisamos de um projeto nacional de inovação tecnológica e de formação de mão de obra. É necessário investir na telefonia celular, na infraestrutura de internet da região e em hidrovias, que barateariam o custo do transporte no Estado."


O superintendente da Zona Franca, Appio da Silva, defendeu que o custo do projeto para o governo federal não é elevado, pois ajudaria a passar uma boa imagem do país para o exterior.


Segundo Appio, os recursos gerados no polo são usados na manutenção de reservas indígenas, da biodiversidade, na limpeza de rios e na redução da desigualdade social na região. "Isso ocorre hoje graças ao modelo de crescimento econômico e desenvolvimento ambiental que é a Zona Franca de Manaus."


Nelson Azevedo declarou que o economista da FGV demonstrou não conhecer a região e lamentou haver um formador de opinião com visão tão negativa e, segundo ele, incorreta sobre a Zona Franca.
"Esse modelo da Zona Franca, por incrível que pareça, é nossa única fonte de riqueza. Sem ele nós não temos alternativa, infelizmente."

FONTE: Folha de S. Paulo
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