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CPI de Maués conclui R$ 8 milhões em desfalque pelo ex-prefeito Carlos Góes
Formação de quadrilha, improbidade administrativa e peculato. Estas são as conclusões contra o ex-prefeito do município de Maués (257 Km de Manaus), Padre Carlos Góes.
Portal Holofote Manaus - AM
Postada em 13/09/2017 ás 08h05 - atualizada em 14/09/2017 ás 09h03
CPI de Maués conclui R$ 8 milhões em desfalque pelo ex-prefeito Carlos Góes

Foto: Divulgação

 


Formação de quadrilha, improbidade administrativa e peculato. Estas são as conclusões contra o ex-prefeito do município de Maués (257 Km de Manaus), Padre Carlos Góes, apontadas no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), apresentado no início da tarde de ontem (12), na Câmara de Vereadores do município, pelo relator do processo, vereador Luiz Canindé.


De acordo com o documento, pelo menos R$ 8 milhões em recursos federais exclusivos para a educação, teriam sido utilizados para outras finalidades, como o pagamento de honorários advocatícios (R$ 5,5 milhões), pagamentos de fornecedores e dívidas do sistema previdenciário do município (R$ 1,5 milhão), além da compra de fardamentos e merenda (R$ R$ 1,2 milhão).


“O problema na aquisição das fardas e alimentos para os estudantes é que foi feito em dezembro de 2016, no final do mandato do ex-prefeito Carlos, e depois que o ano letivo nas escolas municipais já tinha acabado”, destacou o vereador Canindé, durante a leitura do relatório no plenário da Casa.


Além da responsabilização do ex-prefeito, a CPI pede também o indiciamento da ex-secretária de Finanças de Maués, Maria Graciete dos Santos, e dos advogados Sylvio Cademartori Neto (que recebeu R$ 5,5 milhões em honorários pagos com verbas para a educação) e Hipólito Gadelha (apontado, juntamente a Maria Graciete, como beneficiário de 15 procurações emitidas por fornecedores da prefeitura).


De acordo com o presidente da CPI, vereador Rodrigo Bentes, após a leitura na tarde desta terça-feira (12), o relatório passa a integrar o cronograma da Casa e deve ser votado até o final do mês.


Se for aprovado pela maioria simples dos vereadores – oito votos – o relatório será encaminhado para todos os órgãos de controle estadual e federal, como Tribunal de Contas do Estado e União, Ministério Público Federal e Estadual, polícias Civil, Militar e Federal, além do Governo do Amazonas, Ministério da Educação e Governo Federal.


“Acredito na aprovação porque em 120 dias de trabalho e mais de 26 depoimentos, inclusive do ex-prefeito Padre Carlos, reunimos provas irrefutáveis de graves problemas na gestão financeira destes recursos”, afirmou o Bentes, ao acrescentar que o relatório também pede o ressarcimento dos R$ 8 milhões aos cofres públicos de Maués.

FONTE: Assessoria
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