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14/03/2019 ás 09h45

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Larissa Botelho

Manaus / AM

'Fiquei emocionada', diz filha de ex-catadores do lixão do Aurá que ganhou festa surpresa de 15 anos
Estudantes e voluntários de ONG organizaram a festinha na casa da adolescente no bairro do Aurá, em Ananindeua. Teve bolo, refrigerante e valsa de debutante.
'Fiquei emocionada', diz filha de ex-catadores do lixão do Aurá que ganhou festa surpresa de 15 anos
Arquivo Pessoal

Muitas adolescentes sonham em ter uma festa de 15 anos, mas a jovem Wanessa de Souza nem imaginava festejar o aniversário. Filha de ex-catadores do lixão do Aurá, na região metropolitana de Belém, ela ganhou no último dia 8 de março uma festa surpresa em casa, com direito a bolo, refrigerante e valsa, organizada por estudantes e voluntários da ONG Noolhar, que atua na comunidade.


"Foi legal, fiquei emocionada porque foi surpresa pra mim! Não passou pela minha cabeça, pensava que ia sair com a minha mãe pra passear e eles chegaram", conta Vanessa.


A ideia da festa surpresa surgiu durante uma visita de um grupo de estudantes de Terapia Ocupacional, que está desenvolvendo um projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre o estímulo à brincadeira para crianças carentes. Juan Ribeiro, 25, Samara Eleres, 20, e Lorena Parente, 26, contam com a ajuda da comunidade, incluindo ex-catadores do lixão do Aurá, desativado em dezembro de 2015, para construir uma brinquedoteca que vai atender as crianças.


"Foi tudo muito espontâneo, chegamos lá e a mãe da Wanessa já nos indicou o lugar para fazermos a brinquedoteca, quando soubemos do aniversário. Então para não deixar passar em branco, resolvemos comprar as coisas e fazer essa surpresa, com direito a valsa e tudo. Até o príncipe dela eu fui", contou Juan.


Dona Antônia, mãe de Wanessa, conta que a filha ficou muito feliz com a iniciativa. "Ela vê a nossa realidade e realmente não esperava. Teve bolo, refrigerante, docinhos, chamaram o pessoal da vizinhança, foi todo mundo", diz a ex-catadora.


Segundo o voluntário Juan, como muitas famílias enfrentam problemas com a baixa renda, muitas crianças estão sem estudar. "Já iniciamos também uma campanha para arrecadar material escolar para doar às crianças e tentar incentivá-las a voltar para a escola", afirma.

FONTE: G1/PARÁ

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