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‘Ele queria que subissem em mim para o neném sair’, diz agredida em parto

A denúncia deste acontecimento é a sexta do tipo registrada

20/02/2019 às 21h51
Por: Larissa Botelho Fonte: A crítica
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Divulgação
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Após a agressão, a vítima disse à reportagem que a sogra chegou a procurar as enfermeiras da Maternidade Balbina Mestrinho para denunciarem o caso de violência obstétrica cometido pelo médico Armando Andrade Araújo, mas se negaram a relatar o ocorrido

“Eu lembro mais da hora em que ele me bateu, que foi que eu fiquei mais triste. Foi porque... eu não sei. Eu não sei nem o que eu tô sentindo”. A declaração é da adolescente de 16 anos, que aparece no vídeo que viralizou nas redes sociais, sendo agredida por um médico durante parto na Maternidade Balbina Mestrinho, na Zona Sul de Manaus.

As imagens começaram a circular na internet nessa terça-feira (19), dia em que o bebê nascido no parto em questão completou nove meses de vida. A jovem mãe compareceu à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) para denunciar o caso nesta quarta-feira (20).

Por que a demora em denunciar? “Porque eu não tinha o vídeo. A mulher que gravou não quis enviar, por medo, eu acho. Aí quando foi a criança e a mãe que morreu (caso ocorrido no último final de semana), ela colocou o vídeo na internet e eu nem sabia. A minha mãe que ligou de Parintins com as minhas irmãs falando que o vídeo tava na internet e que era eu”, explicou a menina à imprensa após o depoimento.

No vídeo, o médico Armando Andrade Araújo aparece batendo com as duas mãos nas virilhas da paciente em trabalho de parto, após a sogra da vítima afirmar que denunciaria as condições de atendimento médico da maternidade à imprensa.

“Eu tava com muita dor, tava quase desacordada e ele tava ali, tentando tirar o bebê a força. Ele ficou com raiva e me bateu. Ele tava muito violento, ele forçava a minha perna, ele batia na minha perna pra ele botar lá onde apoia, porque eu tava com muita dor”, contou a adolescente.

A denúncia desta quarta-feira é a sexta do tipo registrada contra o médico desde 2013. Armando também já foi preso em 2015, acusado de integrar uma quadrilha especializada em cobrar dinheiro para fazer partos, laqueadura e outros procedimentos ginecológicos em maternidades públicas de Manaus.

“Ele queria que as enfermeiras subissem em cima de mim para o neném sair. Ele pedia pra enfermeira segurar a minha perna pra eu não me mexer e a outra médica subir na minha barriga para o neném sair”, lembrou.

O dia do parto

A adolescente agredida por Armando chegou na Maternidade Balbina Mestrinho às 7h do dia 18 de maio. “Eu nem conhecia ele (o médico). Nunca tinha visto ele na minha vida. Passei o dia fazendo exercícios. Não podia comer nada, fiquei com dois copos de suco e na madrugada do dia 19 passei por isso”, contou.

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