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Política

07/12/2018 ás 14h40

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Jéssyca Lorena

Manaus / AM

Onyx se irrita com pergunta sobre assessor de Flavio Bolsonaro e abandona coletiva
Relatório do Coaf encontrou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão do motorista do filho de Bolsonaro
Onyx se irrita com pergunta sobre assessor de Flavio Bolsonaro e abandona coletiva
Reprodução

O futuro ministro-chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni se irritou com a imprensa e disse considerar irrelevante uma pergunta direcionada a ele sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que revelou uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta do motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. De acordo com o documento, parte dos recursos, R$ 24 mil, foram repassados à primeira dama Michelle Bolsonaro, mulher do presidente eleito Jair Bolsonaro. O caso foi revelado pelo jornal "O Estado de S. Paulo".


Lorenzoni foi questionado sobre o tema durante entrevista coletiva logo após um almoço com empresários convidados pelo Lide, em São Paulo.


- Setores estão tentando há um ano destruir a reputação do sr. Jair Messias Bolsonaro. Alguém tem dúvida do trabalho que foi feito, lembra lá da funcionária que tava de férias? - respondeu Lorenzoni.


- Mas é uma pergunta sobre o relatório do Coaf - interrompeu um jornalista.


- Vamos lá, peraí. Vamos enfrentar essa questão. O presidente Bolsonaro é uma pessoa que tem o compromisso claro com a verdade. Então fiquem tranquilos, que seguramente isso vai ser sempre enfrentado com a verdade.


O futuro chefe da Casa Civil lembrou, então, do arquivamento de uma investigação contra ele, sobre a suspeita de caixa 2 pago pela Odebrecht e disse que "este é um governo decente" e que é o momento de "separar o joio do trigo".


- Neste governo, é trigo. Não dá para querer achar que esse governo é igual o governo do PT. Não é, nunca vai ser, e os homens e mulheres que estão aqui são do bem.


Um repórter perguntou o que essa declaração teria a ver com o relatório do Coaf.


- Tem a ver o seguinte: eu estou respondendo ao sr. O presidente é um homem que não teme a verdade, assim como eu não temo a verdade. E nós vamos trabalhar com a verdade. Até que a verdade se esclareça, nós vamos ver. Agora, não é só uma notificação, a pergunta é: onde é que estava o Coaf no mensalão? Onde estava o Coaf no petrolão?


Onyx foi interrompido por um jornalista, que disse:


- A pergunta é qual é a origem do dinheiro (movimentado pelo segurança).


- Amigo, eu sou um investigador? Não. Como é que eu vou... Qual é o dinheiro que foi para sua conta? Quanto recebeu neste mês? - perguntou Lorenzoni. - Quanto o sr. recebeu este mês?


- Eu? - perguntou o repórter. - Isso não tem a menor relevância.  

- E não tem a menor relevância a sua pergunta - finalizou Lorenzoni, abandonando a entrevista coletiva.


O documento do Coaf foi anexado pelo Ministério Público Federal (MPF) à investigação que deu origem à Operação Furna da Onça, no mês passado e que levou à prisão dez deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 


Mais cedo, durante o almoço com empresários, Lorenzoni pediu uma trégua à imprensa, "em nome do Brasil".


- A vitória que recebemos na eleição não significa folha em branco, precisamos de oposição. Nosso equívocos, vamos errar, somos humanos. Quando a gente erra, a gente corrige. O que não é adequado é haver um terceiro turno no Brasil - afirmou o político.

FONTE: O Globo

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