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Política

07/12/2018 ás 13h36 - atualizada em 09/12/2018 ás 11h11

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Jéssyca Lorena

Manaus / AM

Adail Pinheiro, ex-prefeito, de Coari está em cela isolada de presídio em Manaus, diz Seap
Após ser condenado por liderar esquema de desvios milionários e fraudes em licitações na prefeitura do município
Adail Pinheiro, ex-prefeito, de Coari está em cela isolada de presídio em Manaus, diz Seap
Reprodução

O ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro - preso na tarde de quinta-feira (6), acusado de liderar um esquema de desvios milionários da Prefeitura do município - está cela isolada no Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2), em Manaus.


A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) nesta sexta-feira (7). Adail Pinheiro foi condenado a 57 anos e 5 meses de prisão por comandar o esquema, que envolve ainda fraudes em licitações.


Adail Pinheiro estava sob monitoramento eletrônico em regime domiciliar desde 2017, acusado de pedofilia e exploração sexual.


Após a decisão - assinada pelo juiz titular da 2º Vara Federal, Marllon Sousa, no dia 4 de dezembro - Adail foi levado para a sede da Polícia Federal, na capital, nesta quinta (7), de onde seguiu para o Instituto Médico Legal (IML).


Do local, ele seguiu para o Centro de Triagem do Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM 1) e transferido para a unidade 2 ainda na quinta (7), segundo a Seap. Ambos os presídios ficam localizados no km 8 da BR-174.


A organização encabeçada pelo político foi desarticulada a partir da "Operação Vorax", em 2008. Além da prisão, a pena inclui ainda o pagamento de R$ 2.020 dias-multa referente a 1/4 do salário vigente na época dos fatos.


A organização criminosa


Uma ação penal movida pelo MPF resultou na condenação de 20 envolvidos em 2015, entre eles Carlos Eduardo do Amaral Pinheiro, irmão de Adail, assim como ex-secretários da prefeitura de Coari, funcionários públicos, empresários, representantes empresariais e contadores.


À época, Adail Pinheiro não fez parte da lista de réus do processo por ter voltado ao cargo de prefeito do município em 2012, o que o fez gozar de foro privilegiado por prerrogativa de função. Com a cassação do mandato de Adail, em dezembro de 2014, o processo voltou para a Justiça Federal no Amazonas.


Na decisão do juiz Marllon Sousa, o magistrado aponta que Adail se valia da condição de prefeito para cometer os desvios. "O réu valia-se de refinado esquema de falsificação para cometimento de outros delitos, sendo o autor intelectual de todas as falsificações perpetradas pelo grupo criminoso", afirma o juiz.


No documento, o juiz destaca, ainda, que os dossiês de licitação eram confeccionados na sede da prefeitura, com recursos materiais e humanos além do período de expediente e também em finais de semana.


"Os documentos forjados redundaram na confecção de um número elevado de licitações fraudulentas, causando enormes prejuízos aos cofres públicos e à população local", acrescenta.


O magistrado enumera ainda várias consequências para a população de Coari com os atos criminosos, como redução da qualidade de vida e baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). O juiz também cita os vários protestos feitos pelos coarienses contra a administração de Adail.


FONTE: G1/AM

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