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Economia

21/11/2018 ás 13h32

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Jéssyca Lorena

Manaus / AM

Gasolina já é vendida a R$ 4,75 nas zonas Norte e Leste de Manaus
A Petrobras já tinha anunciado reajuste de 26% para baixo desde setembro, mas redução no preço só veio após notificações do Procon Manaus
Gasolina já é vendida a R$ 4,75 nas zonas Norte e Leste de Manaus
Reprodução

Pouco mais de dez dias após a Ouvidoria e Proteção ao Consumidor (Procon Manaus) notificar 70 postos de combustíveis em Manaus, a semana começou com alguns postos das zonas Leste e Norte com o litro da gasolina comum ao preço promocional de R$ 4,75. Ainda assim, consumidores alegam que o valor pode ser ainda menor, uma vez que a Petrobras está vendendo o litro nas refinarias a R$1,60 desde o último reajuste.


No posto de bandeira BR localizado na avenida Autaz Mirim, Zona Leste, o valor, que estava a R$ 4,99, passou para R$ 4,75 no início da manhã dessa segunda-feira. De acordo com uma frentista, que não quis ser identificada, o valor só diminuiu após o posto ser notificado pelo Procon.


“O dono sempre fala que não tem como baixar mais. Bastou chegar a notificação, que logo deram um jeito de reduzir o valor”, contou a frentista. Ela disse ainda que diariamente ouve reclamações sobre os valores mais altos da gasolina.


“As informações sobre valores e negociações não chegam até nós que trabalhamos na pista. A gente não sabe nem quando vai mudar o valor antes, então não adianta o consumidor vir reclamar sobre os preços”, declarou a frentista.


O motorista de ônibus interestaduais Aldenor Pereira, 48, resolveu aproveitar o valor mais baixo na manhã de segunda-feira. Ele contou que ficou sabendo do preço mais baixo por meio de grupos em redes sociais. “Logo que vi a foto no grupo, peguei o carro e vim encher o tanque. Resolvi não arriscar, porque não tem como saber se amanhã o valor vai estar o mesmo”, disse.


Por outro lado, nem todos estão comemorando a promoção no litro do combustível. O funcionário público Willame Mota, 35, garante que essa pequena redução não faz diferença no orçamento no final do mês, para ele, essa redução veio só para os postos não serem notificados novamente.


“A sensação que tenho é que o consumidor está sendo constantemente enganado, essas reduções são uma afronta, uma vez que a gente sabe o quanto a gasolina já teve o preço reduzido nas refinarias. Qual a dificuldade de repassar esse valor para as bombas em todos os postos da cidade?”, questionou.


Conforme o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Amazonas (Sindicam), Geraldo Dantas, mesmo antes das reduções feitas pela Petrobras, os postos não estavam com o valor mais alto. Ele explicou que todas as vezes em que a estatal aumentou a gasolina nas refinarias, os postos não aumentaram nas bombas.


“Seguramos os valores mais baixos até que chegou um ponto que não deu mais. Esses constantes reajustes desencadearam uma crise nos estabelecimentos de todo o país. Além disso, muitas vezes o valor com reajuste para menos, repassado pelas refinarias, não foi repassado pelas distribuidoras, que é de onde os postos compram”, explicou.


A reportagem tentou entrar em contato com as distribuidoras de combustíveis para verificar se realmente os valores não são repassados, porém não teve resposta. O coordenador do Procon Manaus, Rodrigo Guedes, enfatizou que o órgão vai reforçar a cobrança nas refinarias e distribuidoras, para que os postos e distribuidoras repassem a redução ao consumidor.


"Após as fiscalizações, já constatamos a redução nos preços das bombas. Mas, independentemente disso, nós também iremos acionar a justiça com uma ação cível pública, já que alguns estabelecimentos acusam não ter recebido documentos informando a redução do preço”, pontuou Rodrigo, afirmando que o valor da redução nas bombas precisa chegar até o consumidor.

FONTE: Em Tempo

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