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Saúde

09/11/2018 ás 17h46

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Jéssyca Lorena

Manaus / AM

Técnicos e enfermeiros terceirizados da saúde protestam por atraso de salários, no AM
Protesto aconteceu durante a manhã desta sexta-feira, em frente à sede do Governo, em Manaus
Técnicos e enfermeiros terceirizados da saúde protestam por atraso de salários, no AM
Divulgação

Servidores públicos da saúde, que trabalham como funcionários terceirizados, foram à sede do governo, na manhã desta sexta-feira (9), para protestar contra salários atrasados. O grupo de técnicos e enfermeiros, que presta serviços a diversas unidades de saúde do estado do Amazonas, alega estar sem receber salários há mais de 90 dias. A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) ainda não se pronunciou sobre a situação.


Segundo a enfermeira Graciete Mouzinho, representante dos servidores que estão com salários atrasados, profissionais não recebem há três meses. De acordo com ela, existem cooperativas que estão pagando R$ 100 por plantão, sem taxas extras.


"As empresas não estão nos pagando. Uma com dois, três e até quatro meses de atraso dos nossos salários. Há mais de dez anos sofremos com essa terceirização, que só prejudica o trabalhador. Não recebemos nem o piso acordado por lei. Eles só querem pagar salário mínimo para os técnicos, enquanto ganham milhões por mês do Estado", comentou Graciete.


O trânsito da Avenida Brasil, Zona Oeste de Manaus, foi interrompido pelos manifestantes, que gritavam palavras de ordem e exibiam cartazes nas mãos. O grupo usou narizes de palhaço.


De acordo com a representante dos terceirizados, funcionários com o salário atrasado por empresas terceirizadas atuam nas seguintes unidades hospitalares: Hospital 28 de Agosto, João Lúcio, SPA, Danilo Corrêa, Pronto Socorro da Criança da Zona Sul, Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado e Maternidade do Alvorada.


"Até quem entrou de férias não recebeu o benefício assegurado por lei. É um absurdo. Queremos concurso público" finalizou a enfermeira.


O jornal entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), mas até a publicação desta reportagem não obteve respostas do órgão.


*Por Paulo Paixão, da Rede Amazônica.

FONTE: G1/AM

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