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Internacional

23/10/2018 ás 15h47

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Jéssyca Lorena

Manaus / AM

Presidente turco afirma que câmeras do consulado foram desligadas antes do assassinato do jornalista
Ele afirmou que não vai aceitar a versão saudita sobre o caso e que se trata de um assassinato político
Presidente turco afirma que câmeras do consulado foram desligadas antes do assassinato do jornalista
Divulgação

 O presidente turco Recep Tayyip Erdogan afirmou, nesta terça-feira, que o sistema da câmeras de segurança do consulado saudita em Istambul foi desativado antes do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi no local. Ele afirmou que o assassinato de Khashoggi foi "planejado" dias antes e exigiu saber onde está o corpo do jornalista


"Antes eles (os sauditas envolvidos) retiraram o disco rígido do sistema de câmeras", afirmou Erdogan no Parlamento em Ancara. "Foi um assassinato político, planejado", disse.


O presidente ainda pediu que os 18 suspeitos sauditas do assassinato sejam julgados em Istambul, através de uma “comissão de investigação independente” sobre o caso, e que todos os que "desempenharam um papel" sejam punidos. Ele afirmou que não vai aceitar a versão dada pelo governo saudita sobre o caso.


Em 2 de outubro, Khashoggi, de 59 anos, que era crítico do governo da Arábia Saudita, foi ao consulado do seu país, em Istambul, para resolver trâmites burocráticos relativos a seu casamento com uma cidadã turca. Desde então, está desaparecido.


A imprensa turca informou, nesta segunda-feira, que os investigadores encontraram um veículo com placa diplomática saudita em um estacionamento em Istambul. O sedan preto com matrícula diplomática "34 CC 1736" foi encontrado em um estacionamento subterrâneo em Sultangazi, um distrito localizado no norte de Istambul.


A rede estatal de televisão TRT transmitiu imagens do estacionamento cercado por um cordão policial e indicou que o veículo em questão havia sido abandonado nos dias após o assassinato de Khashoggi.


A imprensa também divulgou novas informações que envolvem o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman (MBS), no suposto assassinato.


O jornal turco Yeni Safak afirma que o homem apontado como o líder da equipe saudita de 15 agentes enviados a Istambul para matar o jornalista permaneceu diretamente em contato com o gabinete do príncipe herdeiro, após o "assassinato".


O homem citado é Maher Abdulaziz Mutreb, membro da guarda pretoriana de "MBS", e que pode ser observado, nas imagens das câmeras de segurança, ao chegar ao consulado saudita e depois na residência do cônsul em 2 de outubro, dia do desaparecimento de Khashoggi.


No jornal Hurriyet, o colunista Abdulkadir Selvi, considerado próximo ao governo turco, afirma que Khashoggi foi imediatamente levado para o escritório do cônsul, onde foi "estrangulado" pelos agentes sauditas. "Tudo demorou entre 7 e 8 minutos", afirma o jornalista.


O corpo foi cortado em 15 pedaços por um médico legista integrante da equipe, completa Selvi. De acordo com o colunista, o corpo esquartejado foi retirado do consulado e levado para um local ainda desconhecido de Istambul.


A Arábia Saudita citou um "erro monumental" para explicar a morte do jornalista, que teria sido provocada por uma "briga" dentro do consulado, uma versão considerava pouco verossímil.

FONTE: O Dia

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