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Saúde

05/10/2018 ás 17h32 - atualizada em 07/10/2018 ás 11h22

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Jéssyca Lorena

Manaus / AM

Paciente renal morre aguardando tratamento em hospital do Estado
Sem os devidos cuidados que deveria receber, conforme recomendação médica, uma aposentada de 62 anos morreu por insuficiência renal
Paciente renal morre aguardando tratamento em hospital do Estado
Divulgação

 Três sessões de hemodiálise por semana ou a realização de uma fístula poderiam ter salvo a vida da paciente renal crônica Maria Lindalva Pereira de Souza, de 62 anos, cuja a história foi contada pelo  jornal Em Tempo. Lindalva faleceu às 00h54 do último domingo (30) por insuficiência renal crônica que, segundo a família, foi ocasionada pela falta de cuidados e tratamentos necessários que eram de responsabilidade dos hospitais públicos do Amazonas.


Filha de Lindalva, Lígia Leda conversou novamente com a reportagem e disse que a mãe teve uma infecção no cateter que estava inserido no pescoço, passou mal na sexta-feira e foi levada para o Hospital e Pronto Socorro Delphina Aziz, onde acabou falecendo.


“A causa principal da morte foi insuficiência renal crônica, ela não foi assistida com os recursos que precisava, não pela parte dos médicos e enfermeiros do Delphina, onde sempre foi bem tratada, mas por essa omissão e descaso do Estado. Ela estava um pouco debilitada e piorou, e o médico me falou que era infecção por conta do cateter”, disse.


O cateter que estava colocado no pescoço, ainda foi mudado de lugar e colocado na virilha, mas a infecção foi inevitável por conta do tempo que estava sendo usado. Lindalva já deveria estar realizando sessões de hemodiálise com a fístula, procedimento este que foi solicitado no Hospital Universitário Francisca Mendes, mas que não foi realizado a tempo.


Solicitações ignoradas


Lígia que esteve do lado da mãe durante a luta contra a doença, disse que entrou com todas as solicitações e pedidos possíveis de tratamentos para a mãe, tanto na Secretaria de Estado de Saúde (Susam) quanto no Hospital Francisca Mendes, mas não obteve nenhuma retorno.


“No Hospital 28 de Agosto, onde fazíamos as sessões de emergência, insistiam que minha mãe tinha que aguardar 15 dias, mas eu sabia que ela não ia aguentar esperar. Se ela tivesse feita a fistula no tempo determinado ou as sessões de hemodiálise, ela não teria chegado a isso”, detalhou.


Mandado de segurança


Ainda antes da morte da mãe, Lígia contou que contratou um advogado e entrou com um mandado de segurança, que foi concedido, mas Lígia informou que a omissão do Estado continuou e a Susam não cumpriu o que determinava o documento.


Apenas o Hospital Francisca Mendes procurou Lígia na terça-feira (2) para agendar o procedimento de dona Lindalva, mas já era tarde demais. “Sei que nada do que eu faça agora vai trazer minha mãe de volta, mas não quero que outras famílias passem pelo que estamos passando. O descaso é horrível, as pessoas estão morrendo e isso é algo muito grave”, finalizou.


A reportagem  solicitou novamente uma nota de posicionamento da Susam sobre o caso e aguarda resposta.  

FONTE: Em Tempo

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