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23/08/2018 ás 18h48 - atualizada em 23/08/2018 ás 19h45

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Jéssyca Lorena

Manaus / AM

Furacão Lane causa os primeiros estragos no Havaí
Furacão de categoria 4 ameaça o arquipélago com ventos de até 215 km/h, temporais e ondas perigosas
Furacão Lane causa os primeiros estragos no Havaí
Reprodução

Havaí registrou nesta quinta-feira (23) as primeiras chuvas torrenciais antes da chegada do potente furacão Lane ao arquipélago, onde já foi declarado estado de emergência.


O furacão de categoria 4 ameaça o arquipélago com ventos de até 215 km/h, temporais e ondas perigosas.


Seu curso é errático e mutável, mas "o que é certo é que o Havaí será impactado pelo furacão Lane", destacou o chefe da Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), Brock Long, em uma coletiva de imprensa em Washington.


Ele informou que em Big Island, a primeira ilha do arquipélago que será atingida, foram registrados 305 mm de chuva.


"Nos preocupa extremamente a possibilidade de inundações terra adentro, deslizamentos e danos à infraestrutura de comunicações e transporte", destacou Long.


A emissora KITV, da ABC, informou que alguns deslizamentos bloquearam rodovias em Big Island.


Espera-se que Lane passe muito perto das principais ilhas do Havaí na tarde de quinta e na sexta-feira.


Steve Goldstein, do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), disse que Lane - localizado 320 km ao sul do Havaí - se aproximava com ventos de até 200 km/h.


"Estará muito perto das ilhas havaianas e terá um grande impacto. Não é preciso um contato direto [com o olho] para ter grandes efeitos. Haverá muita chuva em todas as ilhas nos próximos dias", destacou.Os furacões raramente tocam o solo no Havaí, onde a última grande tempestade a atingir o estado registrou-se há quase três décadas, quando o furacão Iniki chegou à ilha de Kauai, deixando seis mortos e causando danos estimados em bilhões de dólares.


A Casa Branca informou que o presidente Donald Trump declarou estado de emergência no Havaí, o que permite desbloquear recursos federais diante da passagem iminente do furacão.


O presidente exortou os moradores do arquipélago a se prepararem para a chegada de Lane, enquanto a Marinha americana informou que está deslocando alguns de seus navios e submarinos para evitar que fiquem presos no porto quando o furacão chegar.


Preparados para o pior


O governador David Ige já tinha declarado na terça-feira estado de emergência a fim de contrabalançar os danos que o furacão possa causar. Também determinou o fechamento das escolas públicas.


"O furacão Lane não é um furacão de bom comportamento", advertiu em um comunicado. "Não havia visto mudanças tão dramáticas em um prognóstico como vi com esta tempestade".


Moradores bloquearam janelas com tábuas de madeira e lotaram os mercados em Ocean View e outras cidades para comprar água, comida e insumos de emergência à medida que a tempestade se aproximava.


Longas filas também foram reportadas em alguns postos de gasolina para abastecer carros e encher botijões de gás para cozinhar, como visto em um estabelecimento em Haleiwa, na costa norte de Oahu.


"Os últimos dias foram assim, têm sido bem movimentados", disse à AFP o funcionário deste posto. "Todo mundo está em pânico neste momento, abastecendo, enchendo galões com gasolina e botijões com gás".


Outros decidiram aproveitar as horas antes da chegada de Lane para surfar, constatou um fotógrafo da AFP em Waikiki.


A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), órgão meteorológico do governo americano, destacou que a movimentação lenta de Lane pode provocar um aumento "grande e nocivo" da maré nas costas ao sul e oeste.


O nível do mar nestas áreas deve estar entre 60 e 120 cm acima dos níveis normais, gerando "ondas maciças e destrutivas".


A FEMA - que já mobilizou 150 efetivos no arquipélago - destacou que encara a situação como se fosse um furacão de categoria superior sob a premissa de se preparar para o pior.


No ano passado, Maria, um furacão de categoria 4, varreu Porto Rico, deixando um balanço estimado, segundo um estudo independente, de 4.600 mortos, devido à falta de acesso a médicos em zonas isoladas pelo bloqueio de rodovias ou afetadas pelos cortes de energia elétrica, que em muitas regiões se estenderam por um ano.


O governo da ilha, estado livre associado dos Estados Unidos, reportou 1.427 vítimas ao Congresso.

FONTE: G1

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