Segunda, 22 de outubro de 2018
(92) 99183-2565
Brasil

07/08/2018 ás 16h06

919

Jéssyca Lorena

Manaus / AM

Em velório, familiares de PM Juliane dizem: 'É complicado perder alguém'
Cerca de 100 agentes de segurança pública prestam suas últimas homenagens ao lado dos familiares de Juliane em cemitério de São Bernardo
Em velório, familiares de PM Juliane dizem: 'É complicado perder alguém'
Divulgação

Amigos e familiares da policial militar Juliane Santos Duarte se reunem desde o início da tarde dessa terça-feira (7) no Cemitério Municipal Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. 


Em frente ao local, é possível ver carros da Polícia Militar, Bombeiros, Polciamento Rodoviário, Guarda Civil Metropolitana de São Paulo e de cidades do Grande ABC.


O que se sabe sobre a morte da PM que havia desaparecido em SP; O corpo de Juliane Duarte, de 27 anos, foi encontrado no porta-malas de um carro na noite desta segunda-feira (6). Até o momento, um suspeito foi preso


O corpo da policial chegou ao cemitério por voltas das 7h da manhã.


Rodeado por diversas coroas de flores, o caixão permance lacrado desde o início da cerimônia. Em cima, um porta-retrato e cinco rosas brancas. 


"É muito complicado perder alguém, ainda mais de uma forma tão trágica, sem entender o motivo", diz um amigo ao se aproximar e olhar a foto da policial.


Cerca de 100 agentes prestam suas últimas homenagens ao lado dos familiares de Juliane. O clima é de muita tristeza e indignação.


Homem é preso por suspeita na morte de PM desaparecida; Suspeito, de 45 anos, teve a prisão temporária decretada por 15 dias. Corpo da PM Juliane Duarte foi encontrado nesta segunda-feira (6)


le está detido na carceragem do 89º DP (Portal do Morumbi). A polícia ainda investiga a participação de outros suspeitos no crime. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) chegou a oferecer a recompensa de R$ 50 mil por informações sobre o caso.


A polícia identificou, através de imagens de uma câmera de segurança,  um suspeito deixando a motocicleta da PM numa rua próxima à praça Panamericana, na zona oeste de São Paulo, na quinta-feira (2). As autoridades, no entanto, não informaram se este é o mesmo homem que foi preso. 


A informação sobre o suspeito flagrado pelas imagens veio através de uma denúncia anônima recebida por agentes de outro distrito policial e repassadas à equipe coordenada por Antônio Sucupira, delegado 89° DP (Portal do Morumbi), responsável pelas investigações do caso. Dez viaturas foram até o local que teria sido apontado na denúncia anônima, mas a pessoa não foi localizada até o momento.


"A equipe chegou ao local, mas ele não estava", afirmou Sucupira. De acordo com o delegado, só hoje a polícia recebeu quatro denúncias de moradores de Paraisópolis sobre o caso. "As pessoas estão colaborando muito e passando todas as informações". O nome do suspeito é mantido sob segredo para não prejudicar as investigações.


Entenda o caso


Por volta das 12 horas da quinta-feira (3), o desaparecimento de Juliane foi registrado por um casal no 89º DP (Morumbi). Juliane teria ido à casa de amigos na quarta-feira (2) e, segundo testemunhas, teria ficado o dia todo lá. Mais duas amigas teriam chegado a residência e quando a bebida terminou todos foram a uma outra casa.


Dessa segunda casa, também na companhia de duas amigas, Juliane foi para o bar de Paraisópolis para continuar a comemoração. De acordo com Sucupira, Juliane teria ido ao banheiro e quando voltou percebeu uma movimentação na mesa. Na ocasião, um celular de um rapaz que também estava na mesa teria sido furtado.


Às 4 horas da madrugada de quinta-feira, Juliane teria, então, sacado a arma e se identificado como policial, questionando se alguém teria pego o celular. "Depois que ela sacou a arma, surgiram quatro indivíduos perguntando quem era policial e a identificaram", afirma o delegado.


Ainda segundo as testemunhas ouvidas pela polícia, próximo ao bar teriam ocorrido dois disparos que teriam atingido Juliane. "Só poderemos saber se ela foi atingida e por quantos tiros depois que encontrarmos o corpo", diz Sucupira.


Até o início da tarde de sexta-feira, foram ouvidas três testemunhas que estavam com Juliane no bar de Paraisópolis. A policial atuava na 2ª Companhia do 3º Batalhão Metropolitano, responsável pelo patrulhamento em parte do Jabaquara, na zona sul.

FONTE: R7

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
© Copyright 2018 :: Todos os direitos reservados