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10/07/2018 ás 11h39 - atualizada em 10/07/2018 ás 20h10

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Pai de bebê indígena enterrada viva pela família diz que não sabia da gravidez
A avó e a bisavó da criança foram presas por premeditar o crime.
Pai de bebê indígena enterrada viva pela família diz que não sabia da gravidez
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O pai da bebê indígena, que foi resgatada depois de ser enterrada viva pela família em Canarana, a 838 km de Cuiabá, foi ouvido pela Polícia Civil. Ele afirmou em depoimento que não sabia da gravidez e que quer ficar com a filha.


A recém-nascida foi encontrada por policiais e passou seis horas debaixo da terra. Ela teve alta nessa segunda-feira (9) e já pode deixar o hospital. A bebê estava internada desde o dia 6 de junho numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.


O hospital, entretanto, aguarda um posicionamento da Promotoria de Justiça para encaminhar a menina.


Segundo o delegado responsável pela investigação, Deuel Paixão Santana, o pai da criança é um indígena da etnia Truma.


Ele foi localizado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e levado à delegacia durante a investigação.


“Ele disse que não sabia de nada e nem da gravidez. Disse que só soube pela mídia. Também declarou que tem interesse em criar o bebê”, afirmou o delegado.


O pai, que é maior de idade, mora em uma aldeia em Gaúcha do Norte, a 595 km de Cuiabá. A mãe da criança, uma adolescente de 15 anos, se relacionou com o rapaz.


“Ele disse que teve um relacionamento rápido com a mãe da criança e que logo depois disso se casou com outra indígena. Ele não tem filhos, mas teve esse relacionamento logo depois”, comentou o delegado.


Em junho, a mãe da menina também foi ouvida e disse que pretende ficar com a menina.



Bisavó e avó presas


A avó do bebê, Tapoalu Kamayura, de 33 anos, e a mãe dela, Kutsamin Kamayura, de 57 anos, foram presas e teriam premeditado o crime. A mãe da bebê é uma adolescente de 15 anos.


Kutsamin alegou à polícia que enterrou a menina por acreditar que ela estivesse morta. As investigações apontaram que elas não aceitavam a criança pelo fato dela ser filha de mãe solteira e o pai ser de outra etnia.


Ainda, as investigações não indicariam que o enterro da menina estivesse ligado aos costumes indígenas. A Justiça determinou que as duas usem tornozeleira eletrônica.


O Ministério Público Federal requisitou um estudo antropológico, que deve nortear a situação.

FONTE: G1

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