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Saúde

04/07/2018 ás 17h43 - atualizada em 04/07/2018 ás 17h52

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Leonardo Cavalcante

Manaus / AM

Sem casos de sarampo registrados, Presidente Figueiredo continua campanha de vacinação
o município de Presidente Figueiredo não registrou nenhum caso da doença nos últimos oito meses
Sem casos de sarampo registrados, Presidente Figueiredo continua campanha de vacinação
Divulgação

Embora seja um corredor de passagem para o Estado de Roraima e Venezuela – áreas onde concentram forte epidemia do sarampo – o município de Presidente Figueiredo não registrou nenhum caso da doença nos últimos oito meses. Desde outubro do ano passado, período em que iniciou o surto na Venezuela, a Secretaria Municipal de Saúde (SEMS) tem realizado campanhas de vacinação em crianças e adultos para prevenir a infecção do vírus, conforme recomenda o Ministério da Saúde. No total, 3. 661 pessoas foram vacinadas entre janeiro e junho deste ano.


Apesar do Amazonas registar recentemente o maior número de casos de sarampo, ultrapassando, pela primeira vez, Roraima, Presidente Figueiredo está entre os cinco municípios do Estado a não apresentar nenhum registro nesse sentido, sendo eles  Humaitá, Itapiranga, São Gabriel da Cachoeira e Tefé.  O resultado positivo se deve a intensificação da vacinação nos postos de saúde e de casa em casa, conforme relata a secretária de Saúde, Sandra Braga.


“É um trabalho que requer muita dedicação, pois não se trata somente da prevenção da doença, mas, sobretudo, da conscientização de que o sarampo existe e que pode levar à morte. Desde que soubemos do surto na Venezuela, ainda no ano passado, iniciamos uma forte campanha de vacinação no município, que contribuiu para a ausência de casos”, enfatizou.


Na avaliação da secretária, que também é medica, a incredulidade das pessoas quanto à doença e a resistência à medicação são fatores que impedem o processo de prevenção ao sarampo e provocam o aumento do número de pessoas infectadas, tendo em vista que a vacinação é o único meio de garantir a imunidade.


“Acontece muito de o enfermeiro ser barrado ao chegar numa residência para vacinar crianças, pois muitas mães não permitem a aplicação da vacina, por acreditar em boatos inverídicos de que a medicação pode acarretar em algum mal, o que não é verdade. Precisamos reverter urgentemente essa crença e conscientizar as pessoas sobre os riscos que elas correm, caso não deem a importância necessária para essa causa”, ressaltou Sandra


Reforço


Sandra Braga informou que as doses da vacina foram disponibilizadas em postos de saúde e também de casa em casa, porque a procura passou a ficar baixa. Nesses oito meses, ela contou com o reforço de outros especialistas para auxiliar nas vacinações, em casos mais extremos. 


"Quando as mães se recusavam em permitir a vacinação nos filhos, o caso era repassado para uma assistente social e psicóloga da UBS, e, em último caso, ao Conselho Tutelar do município, para que resguardassem o direito das crianças a ter acesso à saúde. A estratégia tem funcionado, e não recebemos nenhuma reclamação. Isso prova que a  insistência na conscientização é essencial na busca pela prevenção", concluiu.  


Casos no Estado


Até o dia 27 de junho, foram confirmados 265 casos de sarampo no Amazonas. No total, são 2.095 notificações em todo o Estado. Desse número, 1.693 permanecem em investigação e 137 foram descartados.


Sarampo


De acordo com o Ministério da Saúde, o Sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. A presença do vírus no sangue provoca uma vasculite generalizada, responsável pelo aparecimento das diversas manifestações clínicas, inclusive pelas perdas consideráveis de eletrólitos – um sal ou um íon no sangue ou em outro líquido corporal – e proteínas. 


Além disso, as complicações infecciosas contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A vacinação é a única maneira de prevenir a doença.







FONTE: Portal Holofote

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