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13/06/2018 ás 10h14

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Centro Estadual de Convivência abre programação da Semana de Combate ao Trabalho Infantil
Para a secretária de Estado de Assistência Social, Auxiliadora Abrantes, a sensibilização é importante para lembrar que o combate ao trabalho infantil é uma luta diária.
Centro Estadual de Convivência abre programação da Semana de Combate ao Trabalho Infantil
Divulgação

Apresentações culturais, roda de conversa, atividades recreativas e serviços como corte de cabelo, design de sobrancelha, maquiagem e esmaltaria marcaram, nesta terça-feira, 12 de junho, o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.


Promovido pelo Governo do Amazonas em parceria com o Ministério do Trabalho (MT) e Ministério Público do Trabalho (MPT), o evento foi realizado das 13h às 17h, no Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, na zona norte de Manaus, abrindo a Semana de Combate ao Trabalho Infantil, que é coordenada pelo Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente (Fepeti/AM).


Para a secretária de Estado de Assistência Social, Auxiliadora Abrantes, a sensibilização é importante para lembrar que o combate ao trabalho infantil é uma luta diária e que a sociedade pode se engajar adotando   atitudes simples, como não oferecer contribuição às crianças e aos adolescentes que estão nas ruas, para não fortalecer essa realidade.


“Essa é uma luta de todos, e a programação desta semana visa reforçar uma campanha nacional pela erradicação do trabalho infantil”, afirmou.


Mudança de postura - O auditor fiscal do Trabalho e coordenador do Fepeti/AM, Emerson Victor Hugo Costa de Sá, destacou a importância do evento para despertar a sociedade para o combate ao trabalho infantil.


“A sociedade compreende o que é trabalho infantil, mas está faltando uma mudança de postura. Muitas vezes por preconceito e pensamentos equivocados, as pessoas acabam estimulando ao invés de combater essa realidade. Por isso, é importante sempre chamar a atenção para a causa, pois essa é uma questão que só pode ser resolvida com a união do Estado, da família e da sociedade”, ponderou.


Emerson destaca que os casos de trabalho infantil podem ser denunciados pelo Disk 100 e também pelo telefone 0800–092-1407.


Participação da sociedade - O engajamento da sociedade também foi salientado pela procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT) da 11ª Região, Alzira Melo.


“O evento desta terça-feira foi importante não somente para trazer atividades lúdicas e culturais, mas para chamar a atenção de toda a sociedade para esse combate. A população pode e deve ajudar muito, não contribuindo de nenhuma forma com o trabalho infantil, não dando ajuda financeira a crianças nos semáforos, não comprando produtos vendidos por crianças e adolescentes nas ruas. Isso é tirar delas a oportunidade de ter um futuro”, destacou.


Premiação - A programação do Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil no Centro Estadual de Convivência também incluiu a premiação de alunos ganhadores do concurso de redação, poesia e desenho (promovido pelo Fepeti e que teve a participação de crianças e adolescentes dos projetos Sinaleiras e Gente Grande) e uma homenagem à professora e auditora fiscal do Trabalho, Creuza Barbosa, falecida no ano passado, representada pela filha dela, Adriana Barbosa.


“Tenho muito vivas as memórias da minha mãe, algumas vezes até sacrificando um pouco do convívio familiar para se dedicar ao combate ao trabalho infantil, que era uma causa que a tocou muito por ela mesma ter perdido parte da sua infância nessa condição, no interior. Ela só se alfabetizou aos 12 anos e depois não parou mais, estudou e lutou pelo que acreditava. Hoje, temos a certeza de que ela plantou uma sementinha e que seu esforço não foi em vão”, disse a filha, emocionada.


Mais atividades - Nesta quarta-feira, 13, a programação da Semana de Combate ao Trabalho Infantil segue no auditório do MPT, das 9h às 12h e das 14h às 16h30, com explanações sobre exploração do trabalho infantil, panorama no Brasil e Amazonas, plano de prevenção e erradicação e experiências exitosas.


A programação é organizada pelo Fepeti e, além da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), MT e MPT, participam da ação as secretarias de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), Cultura (SEC) e Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Sejusc), Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Fundo de Promoção Social (FPS), Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Amazonas (Cedca), Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e organizações da sociedade civil.

FONTE: Secom

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