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08/06/2018 ás 12h12 - atualizada em 08/06/2018 ás 20h29

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Inconformado com o término, homem mata ex-companheira com 15 facadas
A agressão foi presenciada pelos filhos do casal ,uma menina de 4 anos e um menino de 2.
Inconformado com o término, homem mata ex-companheira com 15 facadas
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O assassinato da operadora de caixa Tauane Morais, de 23 anos, pelo ex-namorado, Vinícius Rodrigues de Sousa, de 24, nesta quinta-feira (7), foi precedido de uma série de ameaças.


A vítima não queria denunciá-lo, segundo a irmã dela, Nakuécia Morais, porque tinha medo de ser morta.


"Ela pensava em denunciar, mas ele a ameaçava. E ela ficava com medo."


"Às vezes, ela saía para trabalhar com olho roxo. Ele rasgava a calça dela, foram três celulares destruídos. Ele a perseguia nas redes sociais, no telefone e até mesmo no serviço", disse Nakuécia.


Eles estavam juntos havia mais de cinco anos. Um irmão da vítima, que não quis gravar entrevista, classificou o autor do crime de "psicopata" e disse que ele era "muito agradável" com outras pessoas, mas "ciumento e agressivo" com Tauane.


O ex-namorado se dizia "inconformado com o término". Três dias antes de matá-la com 15 facadas, na quarta-feira (6), ele já tinha sido detido por agressão e tentativa de homicídio contra ela: no domingo, foi preso em flagrante após agredir Tauane com socos e tentar enforcá-la.


A agressão foi presenciada pelos filhos do casal – uma menina de 4 anos e um menino de 2.


À polícia, naquele dia, Tauane contou que o ex-namorado chegou a pegar um punhal e rasgar as cortinas da casa, quebrar móveis, a geladeira e a televisão da família.


Liberado pela Justiça


Mesmo com o flagrante, o homem foi liberado em uma audiência de custódia na segunda-feira. O juiz Aragonê Nunes Fernandes, que analisou o caso, entendeu que a medida protetiva concedida pela Justiça a Tauane era “suficiente” para manter o agressor longe da vítima e “preservar a integridade física” dela.


Depois de o feminicídio ter sido consumado, o juiz disse "não ter bola de cristal" para prever ameaças que poderiam se concretizar. "Não temos como prever aqueles que realmente concretizarão as ameaças. Prender a todos, indistintamente, não parece ser o melhor caminho a seguir", afirmou, durante a segunda audiência de custódia de Vinícius Rodrigues de Sousa em menos de uma semana.


"Apesar de termos leis que nos protegem, elas ainda não são suficientes para que nós, mulheres, possamos viver em paz, livres de violência", disse a presidente da Comissão de Combate à Violência Familiar da OAB-DF, Lúcia Bessa.


"Uma situação como essa mostra que a violência doméstica contra as mulheres é muito mais grave do que se vê. É extremamente triste quando perdemos mais uma."


Após assassinar Tauane a facadas, Vinicius tentou se matar perfurando o próprio abdome, mas não conseguiu. Ele foi socorrido e internado no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Ele teve a prisão em flagrante convertida em preventiva, por tempo indeterminado.

FONTE: G1

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