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Força Nacional chega a Manaus para ajudar no controle da crise no sistema penitenciário
Portal Holofote Manaus - AM
Postada em 10/01/2017 ás 11h03
Força Nacional chega a Manaus para ajudar no controle da crise no sistema penitenciário

Foto: Winnetou Almeida

Na madrugada desta terça-feira (10), por volta das 3h, 25 homens da Força Nacional de Segurança Pública desembarcaram em Manaus para auxiliar as forças policiais locais a controlarem a crise no sistema penitenciário do Amazonas e reforçar a segurança nos presídios de Manaus. Hoje, às 9h, no Aeroporto de Ponta Pelada, mais 25 homens da Força Nacional chegaram à capital amazonense

No domingo (8), o governador do Amazonas, José Melo, pediu ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, reforço de pessoal e equipamentos. Em nota, o ministro autorizou a ajuda da Força Integrada de Atuação no Sistema Penitenciário, que atua no ordenamento de unidades prisionais.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, acatou o pedido dos estados de Roraima e Amazonas e enviará 200 homens da Força Nacional, 100 para cada estado, para reforçar a segurança nesses locais. “Estamos deslocando entre hoje e amanhã, na madrugada, pela FAB [Força Aérea Brasileira], os homens e todo o equipamento de armamento e viaturas. Os homens vão realizar policiamento, apoio nos bloqueios e apoio no perímetro das penitenciárias”, afirmou. Os dois estados registraram na última semana rebeliões em unidades prisionais que deixaram cerca de 100 detentos mortos em menos de cinco dias.

Entenda o caso de Manaus

Desde 1º de janeiro, 64 detentos foram assassinados em três unidades prisionais de Manaus: o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) com 56 mortos no dia 1º; a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), com quatro mortos no dia 2; e a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, com mais quatro presos mortos domingo (8). A maioria foi decapitada e esquartejada.

Além disso, no dia 1º de janeiro, 184 detentos fugiram de dois presídios de Manaus: o Compaj, com a fuga de 112 presos, e o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), onde 72 internos escaparam. Destes 184, 70 foragidos foram recapturados.

O motivo da chacina e das sequentes mortes de presos nos presídios do Amazonas seria a disputa entre duas facções criminosas, a Família do Norte (FDN) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), pelo domínio do tráfico de drogas na região e das unidades penitenciárias do Estado.


FONTE: Portal A Crítica
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